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Dinamarca inicia substituição do Windows e Office pelo Linux

Mudança busca reduzir custos, diminuir dependência de empresas americanas e evitar riscos geopolíticos

12/06/2025 às 18h31 Atualizada em 16/06/2025 às 09h01
Por: Wagner Albuquerque
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A ministra da digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, quer eliminar gradualmente o uso da Microsoft no ministério do governo que ela lidera - Foto: Liselotte Sabroe/Ritzau Scanpix
A ministra da digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, quer eliminar gradualmente o uso da Microsoft no ministério do governo que ela lidera - Foto: Liselotte Sabroe/Ritzau Scanpix

O Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca começará, já no próximo mês, a substituir os programas da Microsoft — como Windows e o pacote Office (Microsoft 365) — por soluções de código aberto, como distribuições Linux e o LibreOffice. A decisão foi motivada tanto pelo fim do suporte ao Windows 10, previsto para outubro de 2025, quanto pelo objetivo de reduzir gastos com licenciamento de software.

Além dos aspectos técnicos e financeiros, a ministra da Digitalização, Caroline Stage, também apontou razões estratégicas e políticas para a mudança. Segundo o jornal dinamarquês The Local, o governo busca reduzir a dependência de gigantes da tecnologia dos Estados Unidos, especialmente da Microsoft. As relações diplomáticas entre Dinamarca e EUA têm enfrentado tensões nos últimos anos, agravadas por declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a Groenlândia.

A migração será realizada de forma gradual, começando pelo próprio Ministério de Assuntos Digitais. A expectativa é que todos os servidores e estações de trabalho do órgão estejam operando com software livre até o fim de 2025. Ainda não há decisão sobre uma eventual ampliação do programa para outros ministérios e órgãos públicos, embora iniciativas semelhantes já tenham sido adotadas por administrações municipais em Copenhague e Aarhus.

Ciente dos desafios de uma transição desse porte, a ministra Caroline Stage ponderou que a mudança poderá ser revista caso surjam dificuldades significativas. “Se a transição se mostrar muito complicada, podemos voltar a utilizar os sistemas da Microsoft rapidamente”, afirmou.

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