
Nesta terça-feira, 10 de junho de 2025, a Suprema Corte de Justiça da Argentina, composta pelos ministros Rosatti, Rosenkrantz e Lorenzetti, rejeitou o recurso da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner e manteve sua condenação original: 6 anos de prisão por administração fraudulenta no caso conhecido como "Causa Vialidad", envolvendo obras públicas em Santa Cruz.
Porque a Corte confirmou por unanimidade sua condenação por corrupção - especificamente, favorecimento de contratos de obras públicas a um aliado - e rejeitou o último recurso, tornando a sentença definitiva e executável .
Administração fraudulenta: Cristina autorizou contratos de obras rodoviárias em Santa Cruz (Patagônia) para empresas controladas por Lázaro Báez, seu aliado próximo, causando prejuízo ao erário público.
Um tribunal federal a absolveu do crime de associação ilícita, mas manteve a pena máxima prevista para o primeiro crime.
As irregularidades ocorreram durante seus dois mandatos, de 2007 a 2015, período no qual os decretos e contratos direcionados favoreceram o grupo de Báez com cerca de 51 obras rodoviárias - parte do que o tribunal definiu como esquema de corrupção de larga escala.
Sim. A condenação foi por administração fraudulenta, tipificado como crime de corrupção e responsável por um esquema de enriquecimento ilícito, em prejuízo ao erário público.
Prevê-se que ela solicite prisão domiciliar, já que tem 72 anos, e a lei argentina permite essa medida para condenados com mais de 70 anos. A decisão caberá ao tribunal que fará a execução da pena.
Condenação original em 6 de dezembro de 2022, por um tribunal federal .
Confirmação da pena de 6 anos pela Câmara Federal de Cassação, em novembro de 2024.
Recurso à Suprema Corte em março de 2025, finalmente rejeitado em 10 de junho.
Além da prisão, Cristina fica inelegível por tempo indeterminado, o que impede sua participação nas eleições de setembro de 2025 e mancha de forma permanente sua carreira política .
Seu principal rival político, o presidente liberal Javier Milei, celebrou a decisão, enquadrando-a como um triunfo da justiça.
Seus apoiadores classificam a decisão como perseguição (“lawfare”), bloqueando vias em protesto em Buenos Aires.
O Peronismo busca se reorganizar sem sua liderança, enquanto faces como Axel Kicillof ganham destaque .
A ex-presidente argentina será presa por corrupção: seis anos por administração fraudulenta em obras públicas, com proibição política definitiva e possibilidade de penitência em casa por causa da idade. A decisão da Suprema Corte não apenas marca o fim do recurso legal, mas também altera significativamente o cenário eleitoral e político da Argentina.
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