
A Ucrânia demonstrou um poder de fogo impressionante ao lançar um dos mais significativos ataques com drones já registrados contra a capital russa, Moscou, conforme relatou o prefeito da cidade, Sergei Sobyanin. De acordo com informações da agência Reuters, unidades de defesa aérea da Rússia neutralizaram um total de 45 drones ucranianos na madrugada desta quarta-feira (21) no horário local, em um ataque coordenado que evidenciou a escalada do conflito entre os dois países.
Desse total, 11 drones tinham como alvo direto a capital russa. Os outros foram direcionados para regiões fronteiriças estratégicas: 23 na região de Briansk, seis em Belgorod, três em Kaluga, e dois em Kursk, conforme informou o Ministério da Defesa da Rússia através do aplicativo Telegram.
Podolsk, uma cidade situada a cerca de 38 km ao sul do Kremlin, também esteve na linha de fogo, com drones sendo interceptados sobrevoando a área. Apesar da magnitude do ataque, os aeroportos moscovitas Vnukovo, Domodedovo e Zhukovsky, que inicialmente sofreram restrições, retomaram suas operações normais na manhã de quarta-feira.
Sergei Sobyanin declarou no Telegram que o sistema de defesa aérea continua ativo, defendendo a capital contra a incursão de veículos aéreos não tripulados (UAVs) ucranianos. Ele destacou que este é "um dos maiores ataques já realizados contra Moscou com drones," e assegurou que as autoridades permanecem atentas à evolução dos eventos. Até o momento, não foram relatados feridos ou danos significativos na capital.
Esse ataque ucraniano supera até mesmo a ofensiva de maio de 2023, onde oito drones foram derrubados sobre Moscou, uma ação que o presidente Vladimir Putin classificou como uma tentativa de intimidação por parte de Kiev. Diferente de ataques anteriores, que envolviam um ou dois drones, este episódio sublinha a crescente capacidade de ataque da Ucrânia.
Enquanto as autoridades russas divulgam apenas os drones que foram abatidos, tanto a Rússia quanto a Ucrânia mantêm sigilo quanto à extensão dos danos infligidos, a menos que envolvam vítimas civis ou danos a infraestruturas críticas.
Este ataque faz parte de uma campanha mais ampla da Ucrânia, que tem intensificado suas investidas aéreas dentro do território russo nos últimos meses. Kiev justifica esses ataques como uma resposta às contínuas ofensivas russas e como uma tentativa de debilitar infraestruturas cruciais para o esforço de guerra de Moscou.


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