
A fase de inquérito ficou para trás. Agora, a vereadora Tatiana Teixeira Medeiros (PSB) e outros oito denunciados encaram o processo eleitoral de forma definitiva. A magistrada Gláucia Mendes de Macêdo, da 98ª Zona Eleitoral de Teresina, recebeu a denúncia na última quinta-feira (23) e determinou 10 dias para que a defesa apresente contestação, provas e testemunhas.
Tatiana e seus oito comparsas - entre eles seu companheiro, mãe, assessora, e mais - foram denunciados por:
Integrar organização criminosa eleitoral
Compra de votos
Falsidade ideológica
Lavagem de dinheiro
Rachadinha (desvio de salário de assessores)
Na decisão, a juíza Gláucia Mendes destacou que há “narrativa robusta sobre a existência de uma estrutura hierarquizada e funcional”, na qual os réus “atuavam como protagonistas, coordenando ações, repassando valores, aliciando eleitores e instrumentalizando programas sociais com finalidade eleitoral”.
O prazo de 10 dias é curto para organizar tese, documentos e arrolar testemunhas. Os réus podem:
Arguir preliminares (nulidades, incompetência)
Apresentar provas documentais
Indicar depoentes que corroborem a versão de inocência
A vereadora, presa desde 4 de abril em sala de Estado Maior do Quartel da PM, sofreu crise de saúde: foi levada ao HUT e depois ao Hospital da PM, diagnosticada com depressão, insônia e síndrome do pânico. Na sexta (23), retornou ao alojamento. A juíza confirmou a legalidade das prisões, negando qualquer relaxamento cautelar.
Além de notificar a Câmara Municipal e a Receita Federal, a decisão foi encaminhada à Procuradoria da República e ao Ministério Público Estadual, que podem instaurar investigações paralelas.
O próximo passo será a fase de instrução, onde juiz, promotores e defesa ouvirão testemunhas e peritos antes do julgamento. Para Tatiana e seus assessores, a contagem regressiva começou - e a eficácia da acusação, unida à gravidade das provas, indica que a disputa judicial promete ser tão feroz quanto a política que a trouxe até aqui.
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