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Justiça ATALHO SUCESSÓRIO

Inventário que nunca acaba? Entenda o problema - e a solução com a Holding Familiar

Entenda por que o processo sucessório pode consumir até 60% dos bens e como a Holding Familiar pode ser a solução definitiva para proteger seu legado

13/05/2025 às 08h52
Por: Douglas Ferreira
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Advogado e palestrante João Borges - Foto: Reprodução
Advogado e palestrante João Borges - Foto: Reprodução

Por que o inventário se arrasta?

Quando alguém morre, a partilha dos bens só pode ocorrer depois que o patrimônio, as dívidas e os herdeiros são oficialmente reconhecidos. Esse processo - o inventário - pode ser:

  • Judicial (se há herdeiros menores, conflito ou dúvidas sobre dívidas): depende da agenda do Judiciário, perícias, impugnações e recolhimento de impostos. Não raro, ultrapassa anos - ou décadas.

  • Extrajudicial (em cartório, quando todos são maiores, capazes e concordes): costuma terminar em semanas, mas ainda exige escrituras, ITCMD, taxa cartorária e honorários.

Impacto real: até 60 % do patrimônio pode evaporar entre impostos, custas e advogados se o inventário for mal conduzido.

Doação em vida: alívio ou armadilha?

Antecipar a herança por meio de doações parece simples, mas traz três alertas:

  1. ITCMD incide do mesmo jeito - e pode sair mais caro se o Estado elevar a alíquota.

  2. Perda de controle: o bem passa a pertencer ao donatário; para vender ou hipotecar, você dependerá da anuência dele (e, se casado, do cônjuge).

  3. Ciúmes familiares: doar a um filho e deixar outro para depois costuma acender disputas.

Holding Familiar: o “atalho” sucessório

Criar uma sociedade empresária (LTDA ou S/A) e transferir os bens para ela não gera ITCMD - você troca imóveis por quotas. Depois, distribui essas quotas aos herdeiros, mas mantém a administração com as “quotas de controle” dos pais. Resultados:

  • Sucessão instantânea: quando o patriarca falece, as quotas já estão nos nomes dos filhos - dispensa inventário dos bens integralizados.

  • Blindagem patrimonial: dívidas pessoais de um herdeiro não alcançam facilmente os imóveis da holding.

  • Eficiência tributária: aluguéis recebidos pela empresa pagam IR menor que na pessoa física.

  • Gestão profissionalizada: regras de saída, entrada de cônjuges, quóruns de venda, tudo no contrato social.

Custo de implantação: honorários jurídicos e contábeis, registro na Junta, eventual ITBI se houver imóveis urbanos - mas, em geral, muito inferior ao que se paga num inventário litigioso.

Quando começa e quando termina?

  • Início obrigatório: até 60 dias após o óbito deve-se abrir o inventário (ou pagar multa).

  • Término: só após sentença de homologação (judicial) ou lavratura da escritura (extrajudicial) e recolhimento de todos os impostos.

Quer entender em detalhes?

O advogado João Borges, especialista em direito sucessório e planejamento patrimonial, explicará:

  • Cronologia real de um inventário - passo a passo e prazos.

  • Exemplos práticos de famílias que perderam mais da metade do patrimônio na partilha.

  • Comparativo Inventário × Doação × Holding: custos, riscos e benefícios.

  • Casos de sucesso: como holdings reduziram litígios, impostos e brigas familiares.

Palestra gratuita

  • Data: quarta-feira, 05/06

  • Horário: 19h00

  • Local: Rua Antônio Guimarães, 2790 - Timon/Maranhão

  • Inscrições: @HoldingComJoaoBorges (Instagram) ou (86) 9 9999-0000

Bônus aos participantes: planilha-guia com todos os custos comparados e checklist de documentos para abrir seu inventário ou holding.

Conclusão
Inventário não precisa ser sinônimo de desgaste financeiro e emocional. Com informação clara e planejamento estratégico - seja via doação consciente, seja via holding familiar - é possível preservar até 40 % a mais do patrimônio e evitar que a herança se transforme em tormento interminável.

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