
Durante uma entrevista coletiva em Moscou, no último sábado (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o que ocorre na Faixa de Gaza é "um genocídio, de um exército muito bem preparado contra mulheres e crianças, a pretexto de matar terroristas". A fala gerou forte reação da Confederação Israelita do Brasil (Conib), que a classificou como antissemita.
Claudio Lottenberg, presidente da Conib, emitiu nota pública repudiando as declarações:
“Acusar judeus de matar crianças é uma das formas mais antigas e deploráveis de antissemitismo”.
Lottenberg classificou a fala de Lula como “lamentável e perturbadora”, acusando o presidente de espalhar um “libelo antissemita pelo mundo” e alertando para os riscos que esse tipo de retórica pode trazer para a comunidade judaica no Brasil.
Na entrevista concedida em solo russo, Lula reforçou sua posição de crítica ao governo de Israel, acusando as Forças de Defesa israelenses de cometerem excessos em Gaza:
“Já houve caso de explodirem um hospital e não ter um terrorista, só mulher e criança”.
A declaração se insere no contexto da guerra em andamento entre Israel e o grupo extremista Hamas, iniciada com o ataque brutal dos terroristas em 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 civis israelenses, incluindo crianças, mulheres e idosos.
Lula tem se posicionado sistematicamente a favor da causa palestina (leia-se Hamas) e contra as ações militares de Israel. Durante seu atual mandato (Lula 3), voltou a acusar o governo de Benjamin Netanyahu de “praticar genocídio”.
Essas declarações somam-se a uma trajetória de críticas históricas contra o Estado de Israel, o que já causou desconforto em governos anteriores e em parte da sociedade brasileira, especialmente entre judeus.
A fala de Lula, feita em Moscou ao lado do presidente Vladimir Putin - também alvo de sanções e condenações internacionais -, agrava a imagem do Brasil no cenário global. A participação do presidente brasileiro no desfile militar promovido por Putin, símbolo da propaganda bélica russa, foi amplamente criticada na Europa e por opositores no Brasil.
Reputação internacional: O alinhamento simbólico com regimes autoritários e a retórica contra Israel comprometem a posição do Brasil como um mediador neutro nos conflitos globais.
Segurança doméstica: A Conib alertou que esse tipo de declaração pode alimentar discursos de ódio e colocar a comunidade judaica brasileira em risco.
Reações políticas: Setores do Congresso Nacional e da oposição devem usar o episódio como munição contra a diplomacia lulista, considerada ideológica por críticos.
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