Domingo, 28 de Junho de 2026
28°

Tempo nublado

Teresina, PI

Internacional FALA ANTISSEMITA

Lula acusado de antissemitismo por declarações sobre Israel: Conib reage com dureza

Ao afirmar que Israel comete genocídio em Gaza, presidente brasileiro é acusado de promover discurso antissemita; comunidade judaica alerta para riscos à segurança e à reputação do Brasil

11/05/2025 às 18h38
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
Lula tem se posicionado rotineiramente contra Israel e a favor do Hamas - Foto: Reprodução
Lula tem se posicionado rotineiramente contra Israel e a favor do Hamas - Foto: Reprodução

O Contexto da Polêmica

Durante uma entrevista coletiva em Moscou, no último sábado (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o que ocorre na Faixa de Gaza é "um genocídio, de um exército muito bem preparado contra mulheres e crianças, a pretexto de matar terroristas". A fala gerou forte reação da Confederação Israelita do Brasil (Conib), que a classificou como antissemita.

A reação da comunidade judaica

Claudio Lottenberg, presidente da Conib, emitiu nota pública repudiando as declarações:

“Acusar judeus de matar crianças é uma das formas mais antigas e deploráveis de antissemitismo”.

Lottenberg classificou a fala de Lula como “lamentável e perturbadora”, acusando o presidente de espalhar um libelo antissemita pelo mundo e alertando para os riscos que esse tipo de retórica pode trazer para a comunidade judaica no Brasil.

O que disse Lula

Na entrevista concedida em solo russo, Lula reforçou sua posição de crítica ao governo de Israel, acusando as Forças de Defesa israelenses de cometerem excessos em Gaza:

“Já houve caso de explodirem um hospital e não ter um terrorista, só mulher e criança”.

A declaração se insere no contexto da guerra em andamento entre Israel e o grupo extremista Hamas, iniciada com o ataque brutal dos terroristas em 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 civis israelenses, incluindo crianças, mulheres e idosos.

O historial de Lula sobre o conflito Israel-Hamas

Lula tem se posicionado sistematicamente a favor da causa palestina (leia-se Hamas) e contra as ações militares de Israel. Durante seu atual mandato (Lula 3), voltou a acusar o governo de Benjamin Netanyahu de praticar genocídio”.

Essas declarações somam-se a uma trajetória de críticas históricas contra o Estado de Israel, o que já causou desconforto em governos anteriores e em parte da sociedade brasileira, especialmente entre judeus.

Repercussão internacional

A fala de Lula, feita em Moscou ao lado do presidente Vladimir Putin - também alvo de sanções e condenações internacionais -, agrava a imagem do Brasil no cenário global. A participação do presidente brasileiro no desfile militar promovido por Putin, símbolo da propaganda bélica russa, foi amplamente criticada na Europa e por opositores no Brasil.

Impactos e desdobramentos

  • Reputação internacional: O alinhamento simbólico com regimes autoritários e a retórica contra Israel comprometem a posição do Brasil como um mediador neutro nos conflitos globais.

  • Segurança doméstica: A Conib alertou que esse tipo de declaração pode alimentar discursos de ódio e colocar a comunidade judaica brasileira em risco.

  • Reações políticas: Setores do Congresso Nacional e da oposição devem usar o episódio como munição contra a diplomacia lulista, considerada ideológica por críticos.

Questões em aberto

  • Por que Lula se omite em condenar com a mesma ênfase os ataques terroristas do Hamas?

  • Há limites entre uma crítica política ao governo de Israel e a propagação de estereótipos antissemitas?

  • Quais serão os reflexos diplomáticos dessa tensão no relacionamento Brasil–Israel?

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários