Domingo, 28 de Junho de 2026
29°

Tempo nublado

Teresina, PI

Justiça ATRÁS DAS GRADES

Mantida prisão de 11 mulheres da “Operação Faixa Rosa”; grupo é acusado de integrar CV no Piauí

Entre as presas está Ivana Azevedo, a “Coreana”, influenciadora digital que usava nome falso e ostentava vida de luxo nas redes; mulheres teriam funções estratégicas no tráfico interestadual, segundo a polícia

02/05/2025 às 08h05
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
O juiz entendeu que as mulheres possuem papel de destaque na estrutura da facção em Teresina - Foto: Colagem Lupa1
O juiz entendeu que as mulheres possuem papel de destaque na estrutura da facção em Teresina - Foto: Colagem Lupa1

O juiz Marcus Klinger Madeira de Vasconcelos, do Núcleo de Plantão da Comarca de Teresina, decidiu manter a prisão das 11 mulheres detidas durante a Operação Faixa Rosa, deflagrada pelo DRACO (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) na última quarta-feira (30/04). As detidas são apontadas como integrantes de um núcleo feminino de facção criminosa com atuação interestadual, com base no Piauí e conexões no Maranhão.

Segundo a decisão judicial, há indícios robustos da participação direta das presas em ações ligadas ao tráfico de drogas e organização criminosa, com funções logísticas, operacionais e até de liderança. Por isso, o juiz entendeu que a prisão cautelar é necessária para a preservação da ordem pública e garantia da instrução criminal.

A Polícia Civil ainda não divulgou oficialmente o nome da facção, mas fontes ligadas à investigação indicam que se trata de uma organização com ramificações nos estados do Nordeste e conexões com o Comando Vermelho (CV).

Influenciadora do crime

O caso que mais chama atenção é o de Ivana Azevedo Alves, que se apresentava nas redes sociais como Ana Azevedo, mas era conhecida no submundo do crime como “Coreana”. A suposta influencer viralizou nas redes após aparecer debochando durante a prisão e a audiência de custódia. A Justiça manteve a prisão, mas impôs medidas cautelares adicionais, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.

Ivana Azevedo, a Coreana, é a glamurosa entre as presas na operação - Foto: Reprodução

As presas e seus codinomes

As 11 mulheres detidas e que seguirão presas são:

  • Naiana Beatriz Magalhães Azevedo, vulgo Barbie

  • Alzicar da Silva Magalhães, mãe da Barbie

  • Ana Paula Pereira Oliveira, vulgo Morena da STD ou Rainha do Sul

  • Daiana de Jesus Chaves, vulgo Catrina

  • Dainara Beatriz dos Santos Bezerra, vulgo Bonequina

  • Lanna Geisielly Lima Sá, vulgo Fragosinha

  • Layla Moura dos Santos Feitosa, vulgo Palhacinha

  • Maria Ester dos Santos Batista, vulgo Pretinha ou Rainha do Egito

  • Pamela Raynna Barros Oliveira, vulgo Palhacina

  • Samela Rayla Barros de Oliveira, vulgo Bruxinha - cuja prisão em flagrante foi convertida em preventiva

  • Ivana Azevedo Alves, vulgo Coreana - teve prisão mantida com medidas cautelares adicionais

Quanto tempo ficarão presas?

As prisões são preventivas - ou seja, sem prazo determinado, podendo durar enquanto houver risco à ordem pública ou à investigação. O inquérito segue sob sigilo, mas a Polícia Civil afirma já ter reunido provas suficientes para caracterizar o envolvimento direto das presas com o tráfico e com o funcionamento interno da facção.

O que diz a defesa?

Até o momento, nenhuma das advogadas constituídas pelas presas se manifestou publicamente sobre as decisões judiciais. A defesa de Ivana Azevedo, no entanto, deve entrar com pedido de relaxamento da prisão, alegando que ela não teria envolvimento direto com o tráfico, tese que, segundo o DRACO, é contrariada por comunicações interceptadas e provas materiais apreendidas durante as buscas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários