
O juiz Marcus Klinger Madeira de Vasconcelos, do Núcleo de Plantão da Comarca de Teresina, decidiu manter a prisão das 11 mulheres detidas durante a Operação Faixa Rosa, deflagrada pelo DRACO (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) na última quarta-feira (30/04). As detidas são apontadas como integrantes de um núcleo feminino de facção criminosa com atuação interestadual, com base no Piauí e conexões no Maranhão.
Segundo a decisão judicial, há indícios robustos da participação direta das presas em ações ligadas ao tráfico de drogas e organização criminosa, com funções logísticas, operacionais e até de liderança. Por isso, o juiz entendeu que a prisão cautelar é necessária para a preservação da ordem pública e garantia da instrução criminal.
A Polícia Civil ainda não divulgou oficialmente o nome da facção, mas fontes ligadas à investigação indicam que se trata de uma organização com ramificações nos estados do Nordeste e conexões com o Comando Vermelho (CV).
O caso que mais chama atenção é o de Ivana Azevedo Alves, que se apresentava nas redes sociais como Ana Azevedo, mas era conhecida no submundo do crime como “Coreana”. A suposta influencer viralizou nas redes após aparecer debochando durante a prisão e a audiência de custódia. A Justiça manteve a prisão, mas impôs medidas cautelares adicionais, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.
As 11 mulheres detidas e que seguirão presas são:
Naiana Beatriz Magalhães Azevedo, vulgo Barbie
Alzicar da Silva Magalhães, mãe da Barbie
Ana Paula Pereira Oliveira, vulgo Morena da STD ou Rainha do Sul
Daiana de Jesus Chaves, vulgo Catrina
Dainara Beatriz dos Santos Bezerra, vulgo Bonequina
Lanna Geisielly Lima Sá, vulgo Fragosinha
Layla Moura dos Santos Feitosa, vulgo Palhacinha
Maria Ester dos Santos Batista, vulgo Pretinha ou Rainha do Egito
Pamela Raynna Barros Oliveira, vulgo Palhacina
Samela Rayla Barros de Oliveira, vulgo Bruxinha - cuja prisão em flagrante foi convertida em preventiva
Ivana Azevedo Alves, vulgo Coreana - teve prisão mantida com medidas cautelares adicionais
As prisões são preventivas - ou seja, sem prazo determinado, podendo durar enquanto houver risco à ordem pública ou à investigação. O inquérito segue sob sigilo, mas a Polícia Civil afirma já ter reunido provas suficientes para caracterizar o envolvimento direto das presas com o tráfico e com o funcionamento interno da facção.
Até o momento, nenhuma das advogadas constituídas pelas presas se manifestou publicamente sobre as decisões judiciais. A defesa de Ivana Azevedo, no entanto, deve entrar com pedido de relaxamento da prisão, alegando que ela não teria envolvimento direto com o tráfico, tese que, segundo o DRACO, é contrariada por comunicações interceptadas e provas materiais apreendidas durante as buscas.
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