
A partir de 1º de junho, mulheres transgênero estarão impedidas de disputar campeonatos femininos de futebol na Inglaterra. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (1º) pela Associação de Futebol da Inglaterra (FA), em resposta à recente decisão da Suprema Corte do Reino Unido, que determinou que, para fins legais, o termo “mulher” deve se basear exclusivamente no sexo biológico de nascimento.
A FA afirmou compreender que a mudança pode ser dolorosa para quem deseja jogar no gênero com o qual se identifica, mas destacou que está juridicamente obrigada a alterar suas diretrizes. Até agora, o regulamento permitia a participação de mulheres trans nas competições femininas. A associação informou ainda que entrará em contato com as atletas trans registradas — cerca de 20, segundo a BBC — para orientá-las sobre as novas regras e outras formas de participação no esporte.
A decisão segue os passos da Associação Escocesa de Futebol (SFA), que também anunciou, nesta semana, mudanças semelhantes a partir da temporada 2025/2026. A entidade da Escócia informou que irá atualizar suas diretrizes e oferecer informações sobre oportunidades adequadas para atletas trans.
A base para as mudanças foi a decisão unânime da Suprema Corte britânica, de abril deste ano, que definiu que os termos “mulher” e “sexo” na Lei da Igualdade de 2010 se referem apenas ao sexo biológico. Apesar de reconhecer o direito à transição de gênero e à alteração de documentos, o tribunal afirmou que, para questões legais de igualdade, a definição deve ser restrita, impactando o acesso de mulheres trans a espaços e serviços exclusivos para mulheres, como vestiários, abrigos e atendimentos especializados.
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