
A Boeing anunciou nesta terça-feira (22) a venda da Jeppesen e de outros ativos para o fundo de investimentos Thoma Bravo, em um acordo avaliado em US$ 10,6 bilhões. O valor será pago integralmente em dinheiro e faz parte do plano da fabricante para reduzir sua dívida, atualmente estimada em US$ 58 bilhões. A transação representa um dos maiores movimentos da atual gestão para reequilibrar as finanças da empresa e recuperar a confiança do mercado.
Além da Jeppesen, conhecida por seus sistemas interativos de planos de voo, o pacote inclui as empresas ForeFlight, OzRunways e AerData, que fornecem soluções tecnológicas para aviação civil e gerenciamento de frotas. A Boeing informou que manterá acesso aos dados operacionais dessas unidades, permitindo o uso contínuo em manutenção, diagnóstico e reparos.
A Jeppesen foi adquirida pela Boeing em 2000 por US$ 1,5 bilhão e se tornou um ativo lucrativo, com uma ampla base de clientes que inclui companhias aéreas e pilotos independentes. No entanto, a empresa passou a ser vista como fora do núcleo estratégico, o que motivou sua venda como parte do plano do CEO Kelly Ortberg de simplificar o portfólio e concentrar esforços nas áreas de aviação comercial e militar.
O interesse pela operação foi grande, com nomes como GE Aerospace, Honeywell, RTX Corp., TransDigm e fundos como Carlyle e Blackstone disputando o negócio. No fim, a Thoma Bravo, uma das maiores gestoras globais de private equity com foco em software, venceu a concorrência. Os resultados financeiros da Boeing serão divulgados nesta quarta-feira (23), e a venda é vista como um marco importante na reestruturação da companhia.
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