
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (21) que pode ter tido seu visto para entrar nos Estados Unidos revogado. A declaração foi feita durante uma reunião com ministros, enquanto discutia a viagem do titular das Finanças, Germán Ávila, a Washington para as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. “Não posso mais ir, porque acho que revogaram meu visto”, disse Petro. “Não precisaria de visto, mas tudo bem. Já vi o Pato Donald várias vezes, então vou ver outras coisas.”
A fala foi interpretada como um possível sinal de tensão nas relações entre Bogotá e Washington. Petro não explicou os motivos da suposta revogação, mas sugeriu que desentendimentos com o governo do ex-presidente Donald Trump, especialmente em temas migratórios, podem ter contribuído. A situação ocorre em meio a críticas recentes de autoridades dos EUA às declarações do presidente colombiano sobre o crime organizado.
Segundo a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, Petro teria minimizado a atuação do grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua, dizendo que seus integrantes eram apenas pessoas “incompreendidas” e que alguns “eram seus amigos”. Noem deu a declaração em entrevista à emissora conservadora Newsmax. Durante a mesma reunião de ministros, Petro voltou a causar polêmica ao afirmar que “a cocaína não é pior do que o uísque”.
Petro negou as declarações atribuídas a ele, afirmando que se tratam de “invenções” ou erros de tradução. Desde que assumiu o cargo, em 2022, o presidente colombiano participou de eventos nos Estados Unidos, incluindo a Assembleia-Geral da ONU e encontros com o então presidente Joe Biden. Caso a revogação do visto seja confirmada, ele será o segundo presidente colombiano em exercício a enfrentar esse tipo de restrição.
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