Domingo, 28 de Junho de 2026
26°

Tempo nublado

Teresina, PI

Internacional JURADO DE MORTE

Equador pisa na beira do abismo; Sicários espreitam o presidente Noboa

Quando a esquerda perde no voto e recorre à pólvora: o Equador vive sob ameaça de sicários e sabotagens com sotaque revolucionário

19/04/2025 às 22h08 Atualizada em 19/04/2025 às 22h16
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
Daniel Noboa estaria na mira de sicários mexicanos - Foto: Reprodução
Daniel Noboa estaria na mira de sicários mexicanos - Foto: Reprodução

Daniel Noboa foi reeleito. A esquerda perdeu. E agora, como diz o manual do caos, é hora de negar tudo, até os fatos. O novo grito de guerra da oposição equatoriana parece ser simples: se não ganhamos nas urnas, tentamos nas sombras. A diferença entre democracia e guerra civil, às vezes, é só a distância entre o voto e o gatilho.

O Equador vive hoje um “alerta máximo” - e não é por causa de um furacão, de um vulcão em erupção ou do colapso do dólar. É porque a presidência virou alvo. Noboa, segundo os serviços de inteligência do país, está na mira de assassinos profissionais importados do México. Sicários. Pistoleiros com GPS e missão clara: derrubar um presidente democraticamente eleito a bala.

O relatório é direto: após o segundo turno, começaram os deslocamentos dos matadores. Gente que não vota, mas mata. A quem interessaria essa importação? A resposta é incômoda, mas óbvia. Quando a esquerda perde, o discurso sobre "fraude" aparece mais rápido que as lágrimas. A candidata derrotada, Luisa González, segue calada como quem escreve o próximo capítulo de um roteiro que já vimos antes: se o povo não vota certo, que venha o tumulto, os protestos “espontâneos”, o caos milimetricamente arquitetado - e, agora, o magnicídio.

Noboa está longe de ser um santo. Mas foi escolhido pelo povo. E isso, para setores que só respeitam a democracia quando vencem, virou crime de lesa-majestade. A guerra contra ele não é por corrupção, incompetência ou abuso de poder. É porque venceu. E isso basta.

Não se trata apenas de matar um homem. É sobre matar um mandato. Um governo. Uma vontade popular. É sobre transformar o Equador em mais uma trincheira latino-americana onde urna nenhuma vale mais do que a bala certa no alvo certo.

Os sicários - dizem - vêm do México, mas podiam muito bem sair de qualquer cartilha revolucionária ultrapassada. Têm o cheiro da vingança frustrada de quem não conseguiu reproduzir o milagre lulista: perder nas urnas, mas ganhar nos tribunais. Por lá, o Judiciário não é tão camarada, o STF não é tão "flexível", e o povo ainda insiste em escolher seus líderes nas urnas e não nos conluios partidários.

Enquanto isso, os governos irmãos - Petro na Colômbia, Sheinbaum no México - fingem que não viram nada. Não reconhecem o resultado. Fazem cara de paisagem diante da tentativa de assassinato. Silêncio cúmplice. As mesmas vozes que berram “golpe!” quando um ministro é contrariado agora se calam diante de um plano de execução presidencial.

O Equador, antes morada da paz e do silêncio andino, virou palco de uma guerra silenciosa e suja, onde cada voto pode custar uma vida. Noboa declarou guerra ao narcotráfico. E o narcotráfico respondeu com a lógica cruel que o rege: quem atrapalha, morre.

Mas não só os traficantes odeiam Noboa. Há também os ressentidos do Foro de São Paulo, órfãos de revolução, desesperados para manter viva uma agenda que só prospera no caos. Gente que acredita mais em mártires do que em propostas.

Talvez, para eles, o ideal seja mesmo um país sem presidente. Um vácuo de poder onde possam surgir como salvadores, com discursos inflamados e promessas recicladas de igualdade e resistência. Já vimos esse filme. Tem final trágico. E passa sempre no mesmo canal.

O Equador agora precisa escolher se vai ceder ao terror ou reafirmar a democracia. Se vai aceitar que pistoleiros escolham seus presidentes ou se vai manter a soberania no voto, por mais imperfeito que ele seja. O primeiro passo? Proteger Noboa como se protege uma represa prestes a estourar. Porque se ele cair, o que vem depois não é governo, é vendeta. E dela, ninguém sai ileso.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários