
Um susto que poderia ter terminado em tragédia. O Secretário Estadual de Saúde do Piauí, Antônio Luiz, se envolveu em um grave acidente de trânsito na noite desta segunda-feira (07/04), na rodovia PI-143, nas proximidades do povoado Mourões, em Oeiras, a cerca de 300 metros da zona urbana. Apesar do forte impacto, nenhuma das vítimas se feriu.
O secretário retornava de compromissos oficiais no município de São João do Piauí, onde participou da reabertura do centro cirúrgico do Hospital Estadual Teresinha Nunes de Barros. Ele estava em uma caminhonete modelo Toyota SW4, de cor prata, quando o veículo colidiu com um animal solto na pista, no trecho entre Oeiras e Colônia do Piauí. O animal teria atravessado repentinamente a via, sem dar tempo para manobra de desvio.
Segundo relatos, o motorista tentou frear, mas a colisão foi inevitável. A parte frontal do veículo ficou bastante danificada, evidenciando a violência do impacto. A dinâmica aponta para um tipo de acidente cada vez mais comum nas rodovias estaduais: colisões com animais de grande porte, especialmente à noite, em trechos sem cercas de proteção.
Apesar da gravidade do acidente, tanto o secretário quanto o motorista saíram ilesos. Ambos foram rapidamente atendidos por autoridades locais. O prefeito de Colônia do Piauí, juntamente com a secretária municipal de Saúde e a diretora do Hospital Regional Deolindo Couto, prestaram apoio no local, providenciando um novo veículo para que o secretário pudesse seguir viagem até Teresina.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) confirmou o ocorrido e tranquilizou a população:
“O secretário Antônio Luiz não sofreu ferimentos. Após o susto, ele seguiu viagem com destino a Teresina.”
O episódio reacende um debate crítico sobre a segurança viária no interior do Piauí. Acidentes provocados por animais soltos em rodovias são frequentes, especialmente em trechos mal iluminados, com vegetação próxima à pista e sem sinalização adequada.
A falta de cercas de contenção e a negligência de proprietários rurais que não mantêm seus animais em áreas seguras agravam o problema. “Foi um livramento. Mas o que aconteceu com o secretário poderia acontecer com qualquer pessoa. E em muitos casos, acaba com morte”, comentou um policial que esteve na ocorrência.
Além da questão estrutural, o episódio pode gerar discussões sobre responsabilidades civis em acidentes causados por animais em rodovias públicas. Quem responde nesses casos? O dono do animal? O Estado, por não oferecer estrutura adequada? Ou ambos? A depender das circunstâncias, ações judiciais são possíveis.
Embora Antônio Luiz esteja bem, o acidente lança uma sombra sobre o risco diário enfrentado por milhares de piauienses que trafegam em estradas mal conservadas, mal sinalizadas e, muitas vezes, sem fiscalização mínima.
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