
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) teve sua prisão preventiva mantida após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (4), no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE/PI). A parlamentar, eleita em Teresina, é investigada por suposto envolvimento com a facção criminosa Bonde dos 40, suspeita de financiar sua campanha eleitoral. Além disso, há indícios de desvio de recursos públicos por meio da ONG "Vamos Juntos", fundada por Tatiana. A decisão judicial reforça as medidas cautelares já adotadas no caso, como seu afastamento do cargo e a suspensão das atividades da organização.
A decisão foi tomada pelo juiz Luís Henrique Moreira Rego, que determinou que Tatiana permaneça detida em uma sala de Estado-Maior no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Piauí, devido à prerrogativa de função. Tatiana possui diploma superior do curso de Direito.
Tatiana chegou ao tribunal acompanhada por advogados e carregando uma bíblia, mantendo-se serena durante a audiência.
Tatiana Medeiros foi presa na quinta-feira (3) durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação aponta o possível envolvimento da vereadora com a facção criminosa Bonde dos 40, que tem forte atuação no Maranhão e no Piauí.
Entre os crimes sob apuração estão:
Lavagem de dinheiro
Compra de votos e sufrágio ilícito
Falsidade ideológica em matéria eleitoral
Possível desvio de recursos públicos
A defesa da parlamentar nega qualquer envolvimento com o crime organizado e afirma que Tatiana está “convicta de sua inocência”.
Advogados devem ingressar com um pedido de habeas corpus nos próximos dias para tentar reverter a decisão da Justiça.
As investigações começaram após as eleições de 2024, quando surgiram indícios de que a campanha de Tatiana pode ter sido financiada com dinheiro da facção.
Além disso, há suspeitas de desvio de recursos da ONG “Vamos Juntos”, fundada pela vereadora para atuar em comunidades carentes.
Como medida cautelar, a Justiça determinou:
A suspensão das atividades da ONG
O afastamento de Tatiana do cargo de vereadora na Câmara Municipal de Teresina
O Ministério Público deve apresentar um parecer sobre o caso nos próximos dias, entre 5 e 10 dias úteis.
Tatiana Medeiros já havia sido alvo da primeira fase da Operação Escudo Eleitoral, em dezembro de 2024, quando foram realizadas buscas na sede da ONG e apreendidos R$ 100 mil em espécie.
Seu namorado, Alandilson Cardoso Passos, foi preso em novembro de 2024, em Belo Horizonte, durante a Operação Denarc 64. Momento em que Tatiana o acompanhava na viagem.
Ele é suspeito de envolvimento com uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, que teria movimentado mais de R$ 2,1 bilhões.
Alandilson foi detido em um hotel onde estava hospedado com Tatiana e tinha passagem comprada para São Paulo no momento da prisão.
O inquérito policial segue em andamento, e a defesa de Tatiana pode recorrer da decisão nos tribunais superiores.
O Ministério Público e a Polícia Federal continuam reunindo provas para determinar se a parlamentar será formalmente denunciada e processada pelos crimes investigados.





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