Domingo, 28 de Junho de 2026
26°

Tempo nublado

Teresina, PI

Internacional EFEITO MILEI

Pobreza na Argentina recua e atinge menor nível desde 2022

Governo atribui queda às políticas de austeridade fiscal

01/04/2025 às 07h18 Atualizada em 02/04/2025 às 08h15
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A taxa de pobreza na Argentina caiu para 38,1% no segundo semestre de 2024, atingindo cerca de 11,3 milhões de pessoas, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) na última segunda-feira (31). Esse é o menor índice desde o primeiro semestre de 2022, quando o percentual era de 36,5%.

O indicador registrou uma queda significativa de 14,8 pontos percentuais em relação aos 52,9% do primeiro semestre do ano. A redução ocorre após o impacto inicial das políticas de austeridade fiscal implementadas pelo presidente Javier Milei, que busca equilibrar as contas públicas e controlar a inflação.

O governo argentino atribuiu a melhora à implementação de “profundas reformas econômicas” e criticou gestões anteriores, afirmando que elas ampliaram a precariedade social enquanto alegavam combater a pobreza. Em comunicado, a Casa Rosada destacou que o país seguirá no caminho da liberdade econômica e da responsabilidade fiscal para reduzir a pobreza no longo prazo.

Além da queda na taxa de pobreza, a miséria também recuou, atingindo 8,2% da população — cerca de 2,5 milhões de pessoas — ante os 18,1% registrados no primeiro semestre. O Indec ainda apontou que a renda média total das famílias argentinas aumentou 64,5% no período, chegando a 599.837 pesos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários