
Durante anos, a esquerda brasileira construiu uma narrativa agressiva contra Donald Trump. A cada discurso, a cada manchete, o ex-presidente americano era retratado como um fascista, um lunático armamentista que ameaçava a paz mundial. Lula, seguindo essa cartilha ideológica, chegou a dizer que a eleição de Trump representaria a "volta do fascismo e do nazismo".
Mas agora, em um movimento que revela não apenas incoerência, mas também um despreparo diplomático assustador, o petista mudou de tom. Após uma conversa com Vladimir Putin, Lula declarou que Trump "está no caminho certo" ao buscar negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Como explicar essa guinada repentina?
A verdade é que, ao contrário do que prega a militância esquerdista, Trump nunca foi o incendiário que a propaganda política tentou pintar. Durante seu primeiro mandato, ele não iniciou nenhuma guerra e, ao contrário, buscou diálogos diplomáticos históricos, como o encontro com Kim Jong-un.
Recentemente, antes mesmo de reassumir o cargo, Trump enviou um recado duro ao grupo terrorista Hamas: ou os reféns seriam devolvidos, ou Gaza enfrentaria um inferno. Poucos dias depois, um cessar-fogo foi firmado e reféns começaram a ser libertados. Enquanto Joe Biden não conseguiu sequer apresentar um plano concreto para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia, Trump já está negociando e obtendo avanços significativos.
Os fatos mostram que o republicano, longe de ser um provocador de guerras, age como um pacificador. Que usa a força apenas como um último recurso.
Lula, por outro lado, se autoproclama um líder global do diálogo e da diplomacia, mas sua postura mostra o contrário. Sempre pronto a atacar líderes ocidentais democráticos, ele nunca escondeu sua simpatia por ditadores e regimes autoritários.
Durante a guerra da Ucrânia, insistiu em culpar Volodymyr Zelensky pelo conflito, relativizando a invasão russa e minimizando as atrocidades cometidas pelo exército de Putin. Enquanto os países do Ocidente condenavam a agressão russa e buscavam formas de pressionar o Kremlin, Lula sugeria que Kiev deveria ter "negociado mais" para evitar a guerra. Sua recente mudança de tom, elogiando Trump por suas negociações com Putin, mostra que seu discurso não é baseado em princípios, mas em conveniência.
A pergunta que fica é: o que Lula ouviu de Putin para mudar tão bruscamente sua posição? Qual foi o real teor dessa conversa que o fez abandonar, ainda que momentaneamente, a narrativa anti-Trump? Mais do que isso, será que a esquerda brasileira, que sempre usou Trump como um espantalho do mal absoluto, conseguirá agora justificar essa reviravolta sem cair em contradições grotescas?
O que se vê, mais uma vez, é um Lula que não age como estadista, mas como um político oportunista que fala conforme as circunstâncias. Se antes condenava Trump como um extremista perigoso, agora, diante de uma realidade que desmente sua retórica, é obrigado a admitir que o republicano "está no caminho certo".
A diferença entre os dois líderes é clara: enquanto Trump, com sua postura firme, já demonstra avanços reais para a paz mundial, Lula segue refém de suas bravatas ideológicas e alianças questionáveis. No fim, a narrativa não resiste aos fatos.
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