
O assassinato cruel da adolescente Maria Victória Rodrigues dos Santos, de apenas 15 anos e grávida, chocou a cidade de Itaueira, no Sul do Piauí. A jovem foi encontrada morta pela própria mãe dentro de casa na última segunda-feira (24), com nove perfurações no peito e sinais de agressão. A arma do crime – uma faca que chegou a ser vista por familiares – desapareceu, assim como o celular da vítima.
Diante do cenário brutal, a Polícia Civil não descarta nenhuma linha de investigação, mas trabalha, principalmente, com a hipótese de crime passional.
Maria Victória estava sozinha em casa quando foi morta. A mãe, Marisa Rodrigues, havia saído por volta das 19h para a catequese e, ao retornar às 20h, encontrou a filha sem vida no quarto.
"Abri a porta do meu quarto e me deparei com minha filha daquele jeito. Saí correndo para pedir ajuda, fiquei do lado dela procurando o pulso e tentei reanimá-la, mas vi que ela estava sem vida. Aí parei. Não pude fazer mais nada", contou a mãe, em entrevista ao Bom Dia Piauí, da TV Clube.
A faca que teria sido usada no crime chegou a ser vista por familiares na cena do homicídio, mas desapareceu antes da chegada da polícia. Além disso, o celular da adolescente também sumiu, o que pode indicar uma tentativa de apagar pistas do crime.
"Ninguém relatou ter visto a morte. A arma do crime também sumiu. A família nos contou sobre uma faca no local, procuraram, mas nada com a característica descrita foi encontrado", afirmou o delegado João Ênio, responsável pela investigação.
Diante dessas inconsistências, a polícia pediu uma nova perícia no corpo da vítima para buscar mais informações que possam esclarecer o caso.
Maria Victória estava feliz com a gravidez e já havia escolhido o nome do filho: Isaac. A mãe relembrou o último momento com a filha, pouco antes de sair para a catequese:
"Ela disse: ‘Mãe, corre aqui que Isaac tá pulando’. Fui lá, peguei na barriga dela e o neném parou de mexer. Eu disse: ‘Eita, que tu não mexe com vovó, hein?’”
A felicidade da jovem torna ainda mais chocante a brutalidade do crime.
Inicialmente, a polícia investigava o ex-namorado da vítima, que era o pai do bebê, como possível autor do crime. No entanto, imagens de câmeras de segurança comprovaram que ele estava em casa no momento do assassinato, descartando sua participação direta na execução.
"O cenário que encontramos era típico de feminicídio. Investigamos quem tinha relacionamento com ela e constatamos que, no intervalo de tempo do crime, ele estava em casa. Então, a priori, podemos descartar a participação dele como executor", explicou o delegado.
Com essa reviravolta, o leque de suspeitos se ampliou, e a polícia segue buscando pistas sobre quem poderia ter cometido o crime.
Apesar de ainda não haver suspeitos presos, as autoridades não descartam nenhuma hipótese. O sumiço da arma do crime e do celular da vítima pode indicar uma tentativa de ocultação de provas, o que reforça a possibilidade de um crime planejado.
A Polícia Civil segue ouvindo depoimentos e analisando novas evidências. O que parece certo é que Maria Victória não teve chance de se defender e foi assassinada de forma brutal dentro do próprio lar.
A mãe da jovem espera por justiça:
"Minha filha não tinha inimigos. Se estava sendo ameaçada, não nos contou. Só quero que descubram quem fez isso e que pague pelo que fez."
Com um crime ainda sem muitas provas concretas, a polícia trabalha para identificar o autor do homicídio. Novos depoimentos devem ser colhidos nos próximos dias, e a nova perícia no corpo pode fornecer pistas cruciais.
Resta saber: quem queria a morte de Maria Victória e por quê?
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