
Um estudo recente aponta que a exposição prolongada ao calor extremo pode acelerar o envelhecimento a nível molecular, de forma semelhante aos efeitos do cigarro e do álcool. A pesquisa analisou pessoas acima de 56 anos nos Estados Unidos e revelou que aqueles que vivem em regiões quentes, como Phoenix, apresentam idade biológica cerca de 14 meses maior do que os residentes de locais mais frios, como Seattle.
Os cientistas identificaram que essa aceleração no envelhecimento está relacionada a mudanças epigenéticas no DNA, um processo chamado metilação, que pode interferir no funcionamento dos genes. Segundo os pesquisadores, o envelhecimento precoce pode aumentar os riscos de doenças como demência, diabetes e problemas cardiovasculares, afetando a qualidade de vida e a produtividade das pessoas.
A análise, baseada em amostras de sangue de mais de 3.600 adultos, levou em conta fatores como nível socioeconômico, atividade física e hábitos como o tabagismo. Os resultados indicaram que a exposição ao calor ao longo de anos tem um efeito cumulativo no organismo, acelerando o desgaste celular e agravando condições de saúde.
O próximo passo da pesquisa será avaliar como o calor dentro das residências influencia esse processo e de que forma medidas podem ser adotadas para reduzir seus impactos. Especialistas afirmam que identificar os danos causados pelo calor extremo pode ser essencial para desenvolver estratégias de proteção e até reverter seus efeitos na saúde da população.
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