
O desperdício de recursos públicos não é exclusividade do Poder Executivo. Enquanto o presidente Lula da Silva acumula críticas por gastos exorbitantes, o Senado Federal também se supera na farra com dinheiro do contribuinte. O mais revoltante? Os senadores praticamente não trabalham, mas continuam gastando como se tivessem uma rotina exaustiva de serviço público.
De acordo com o jornalista Claudio Humberto, do “Diário do Poder”, nos dois primeiros meses de 2025, o Senado teve apenas um dia de sessão legislativa, mas isso não impediu os parlamentares de sugar R$2,7 milhões em reembolsos por meio da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, mais conhecida como “cotão”. O sistema, que deveria servir para cobrir custos essenciais do mandato, na prática virou uma maneira de engordar ainda mais os cofres pessoais dos congressistas.
Mesmo sem praticamente nenhuma atividade legislativa relevante, os senadores conseguiram a proeza de gastar:
R$763,4 mil em gasolina — um volume que faz parecer que passam mais tempo dirigindo do que legislando.
R$300,1 mil em passagens aéreas — viagens que, curiosamente, ocorrem sem sessões deliberativas.
R$437,3 mil em "divulgação da atividade parlamentar" — dinheiro investido em publicidade para promover a própria imagem, mesmo sem nada a mostrar.
Para completar, cada senador tem direito a um salário de R$46,3 mil e mais uma verba de R$133,1 mil para pagar assessores, além de auxílios e mordomias diversas. Como se já não fosse o suficiente, a cota mensal varia entre R$26,3 mil e R$55,4 mil, dependendo do estado de origem do parlamentar.
A pergunta que fica é: como é possível que senadores ganhem tanto, gastem ainda mais e não entreguem absolutamente nada? Por que eles não se preocupam em dar satisfação à população que os sustenta com altos impostos?
Enquanto o Brasil enfrenta problemas graves na saúde, educação e segurança, nossos parlamentares seguem aproveitando os privilégios da política sem prestar o devido serviço à sociedade. A falta de controle sobre esses gastos e a ausência de cobrança efetiva mostram o quanto o sistema político brasileiro precisa de reformas profundas para acabar com esse ciclo de desperdício e impunidade.
A indignação cresce, mas até quando o povo brasileiro aceitará ser feito de trouxa?
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