
Quem ouve Emmanuel Macron fazendo discursos inflamados contra Putin e em defesa da Ucrânia pode até imaginar que a Europa está bancando a guerra e garantindo apoio total a Volodymyr Zelensky. Mas Donald Trump, sempre sem papas na língua, jogou um balde de água fria nessa narrativa. Segundo ele, os europeus gastam mais comprando gás russo do que ajudando a Ucrânia – e de longe!
A provocação de Trump gerou burburinho, mas será que ele tem razão? O que a Europa realmente está fazendo para apoiar a Ucrânia? A França, por exemplo, tem ajudado como? E a Alemanha, a nação mais rica do bloco, está mesmo comprometida ou apenas jogando para a plateia?
Desde a invasão russa à Crimeia, em 2014, os países europeus começaram a reforçar seus orçamentos militares, chegando a um gasto de US$ 457 bilhões em 2024. Parece muito, mas será que é o suficiente? E mais importante: esse dinheiro está indo para a defesa ucraniana ou apenas fortalecendo os próprios arsenais?
A Polônia, por exemplo, aumentou consideravelmente seus investimentos militares e hoje figura como o 15º maior gastador do mundo. Mas a realidade é que muitos países europeus ainda não estão contribuindo como poderiam – pelo menos na visão de Trump.
O ponto central da crítica de Trump é que, enquanto se dizem aliados da Ucrânia, os países europeus continuam comprando energia da Rússia, enchendo os cofres de Putin. E a matemática não mente: se gastam mais com gás russo do que com ajuda militar à Ucrânia, algo está errado.
Mesmo após o bate-boca entre Trump e Zelensky na Casa Branca, os líderes europeus correram para reforçar seu apoio ao presidente ucraniano. Mas será que esse apoio é real ou apenas um jogo de aparências?
O Wall Street Journal levantou uma questão intrigante: qual é o verdadeiro plano de Trump nessa história? O jornal sugere que ele pode estar pavimentando uma nova ordem mundial, talvez até se aproximando de Putin.
O ex-presidente já deixou claro que quer reduzir os gastos dos EUA na guerra e pressionar a Europa a bancar uma parte maior da conta. A pergunta que fica é: será que os europeus vão finalmente abrir a carteira para valer ou continuarão no teatro das aparências enquanto abastecem o inimigo?
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