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Internacional GUERRA NA UCRÂNIA

Zelensky destaca apoio dos EUA, mas sofre críticas de secretário de Estado

Encontro tenso na Casa Branca expõe divergências entre líderes sobre guerra na Ucrânia

01/03/2025 às 11h30 Atualizada em 02/03/2025 às 10h15
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado (1) que o apoio dos Estados Unidos é “crucial” para seu país, especialmente diante da guerra contra a Rússia. A declaração veio um dia após um encontro acalorado com o presidente americano, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. Em postagens na rede social X, Zelensky reforçou que, apesar das tensões, a Ucrânia e os EUA permanecem como parceiros estratégicos. No entanto, o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, criticou a postura do líder ucraniano, chamando a reunião de um "fiasco" e sugerindo que Zelensky deveria se desculpar.

Durante a reunião de sexta-feira (28), o vice-presidente americano, JD Vance, questionou se a Ucrânia demonstrou gratidão suficiente pelo apoio recebido dos EUA. Em resposta, Zelensky enfatizou sua apreciação pelo auxílio do governo americano e do Congresso nos últimos três anos. “Os ucranianos sempre valorizaram esse apoio, especialmente durante esta invasão de grande escala”, declarou. No entanto, o Secretário de Estado Marco Rubio disse em entrevista à CNN que Zelensky foi "antagônico" durante o encontro e que isso prejudicou as relações diplomáticas. Rubio ainda sugeriu que o presidente ucraniano "talvez não queira um acordo de paz", apesar de suas declarações.

Zelensky também ressaltou que sua visita aos EUA teve como um dos principais objetivos a assinatura de um acordo para exploração de recursos minerais. No entanto, ele alertou que isso, por si só, não é suficiente. “Precisamos de mais do que apenas isso. Um cessar-fogo sem garantias de segurança é perigoso para a Ucrânia”, disse, reforçando a necessidade de um compromisso mais sólido por parte dos EUA. Apesar disso, o acordo não foi firmado, e o encontro terminou de forma abrupta, com Trump cancelando a coletiva de imprensa conjunta e ordenando a saída de Zelensky da Casa Branca.

A guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa, atingiu um momento crítico em outubro de 2024, segundo analistas. Recentemente, a Rússia utilizou um míssil hipersônico de alcance intermediário em solo ucraniano, elevando ainda mais as tensões no conflito. O projétil carregava ogivas convencionais, mas é capaz de transportar material nuclear. Paralelamente, a Ucrânia intensificou seus ataques dentro do território russo com armamentos fornecidos por potências ocidentais, como EUA, Reino Unido e França. O Ocidente também monitora de perto o possível envolvimento de tropas norte-coreanas ao lado da Rússia.

Enquanto isso, a declaração de Rubio reforça um distanciamento entre os aliados. Segundo ele, a postura de Zelensky durante o encontro dificultou os esforços diplomáticos. "Estamos tentando pôr fim a uma guerra insustentável e sangrenta. E agora, o único líder no mundo que pode ter uma chance de acabar com isso é Donald Trump. Precisamos dar a ele essa oportunidade", declarou o Secretário de Estado. Rubio também destacou que Zelensky só será bem-vindo de volta à Casa Branca "quando estiver pronto para fazer a paz e levar a paz a sério".

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