
A popularidade do presidente Lula está despencando mais rápido que preço de banana madura na feira. O povo sente no bolso, na barriga e no supermercado. Não consegue mais fazer a compra do mês. Se leva arroz, deixa de levar o café. Se leva a verdura, deixa de lado a 'mistura'. A carne virou luxo. E se alguém ainda duvida, as pesquisas vêm confirmando mês após mês: o encanto se quebrou, e nem os marqueteiros de aluguel conseguem colar os cacos.
Mas Lula, sempre cercado de engraxadores profissionais, continua achando que o problema é "a comunicação". Para resolver isso, trouxe um mago da propaganda, Sidônio Palmeira. O resultado? Um show de trapalhadas, bem ao estilo Pimenta, culminando em um pronunciamento que mais parecia peça de campanha eleitoral extemporânea - e que, convenhamos, deveria render pelo menos uma dor de cabeça jurídica ao governo.
Nesta quarta-feira (26), Rafael Fonteles, o "menino do Lula", ousou admitir o óbvio: "o problema do governo é a inflação e o preço dos alimentos". Aleluia! Pena que, logo em seguida, repetiu a velha ladainha petista de que o problema é "falta de comunicação". Como assim, governador? Os governos de cá e o de lá têm os maiores grupos de mídia no bolso, despejam rios de dinheiro na imprensa amiga e, ainda assim, não conseguem se comunicar?
A verdade é que o governo não comunica porque não tem o que comunicar. O presidente perdeu tempo rodando o mundo em viagens que renderam tanto ao Brasil quanto um bilhete de loteria vencido. Prometeu um país próspero, mas entregou um festival de impostos e burocracia. Virou o governo da taxação. Lembra? E o que dizer do Nordeste, onde Lula sempre teve seus mais fiéis eleitores? Pois é, a transposição do São Francisco virou miragem e as torneiras secaram. O sertanejo, que votou na esperança de ver água correndo no leito seco dos rios, agora vê promessas evaporando no calor do sertão. Por essas bandas o Lula também derreteu. Inclusive no Piauí!
Enquanto isso, a fome assola o Brasil e, segundo o IBGE, quase metade da população do Piauí vive em preocupante insegurança alimentar. Mas não é só o governo federal que tem culpa nessa história. O governador Rafael Fonteles, o "gênio da matemática", meteu a mão no ICMS e ajudou a encarecer tudo, do arroz ao botijão de gás. Agora vem posar de analista político, como se não soubesse que imposto alto é gasolina na fogueira da inflação.
No fim das contas, o povo brasileiro percebeu que caiu no velho "conto do vigário". E quando a decepção bate, não tem marketing que segure. Até porque, para muita gente, o que importa não é a propaganda do governo, mas o que chega à mesa, o que faz calar o ronco da barriga das crianças.
E se antes se falava em picanha e fartura, hoje o trabalhador luta para garantir um simples prato de arroz com ovo, o famoso "bife do oião". E nem isso tem sido fácil. A cartela com 30 ovos, que custava R$ 10, subiu para R$ 15, depois para R$ 22, chegou a R$ 27 e já pode ser encontrada por até R$ 39. Do jeito que vai, não demora para o sertanejo voltar a se alimentar de camaleão, bredo ou até bofe bovino, pelo menos enquanto esses ainda escapam da taxação.
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