
O presidente Lula da Silva enfrenta o pior momento de seu terceiro mandato. A queda de popularidade é tão vertiginosa que a aprovação do governo despencou e vem derretendo feito um picolé esquecido fora da geladeira. Mas a analogia vai além: no Nordeste, região historicamente favorável ao petista, esse picolé já virou água. E ironicamente, uma água que falta ao povo nordestino, já que o governo Lula III fechou as torneiras da transposição do Rio São Francisco, agravando o sofrimento das populações sertanejas. A situação é dramática, e as pesquisas confirmam: Lula está em processo acelerado de colapso político.
Pesquisas revelam o colapso
A mais recente pesquisa Genial/Quaest traz um veredito implacável: a desaprovação de Lula já ultrapassa os 60% nos três maiores colégios eleitorais do Brasil – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os números impressionam, mas não surpreendem: a avaliação negativa disparou até mesmo no Nordeste, onde Lula historicamente reinava absoluto. Em Pernambuco, por exemplo, a rejeição subiu de 33% para 50%. Na Bahia, saltou de 33% para 51%.
A pesquisa também aponta um dado que assombra o Planalto: a maioria dos brasileiros acredita que o país está no caminho errado. Em São Paulo, 67% dos entrevistados têm essa percepção. Em Minas, 66%. No Rio, 67%. A insatisfação é generalizada, e o governo petista parece completamente perdido, sem uma estratégia clara para reverter a crise de imagem e credibilidade.
Os erros fatais de Lula
Os motivos para esse derretimento acelerado são vários, mas alguns se destacam. Lula subestimou a capacidade do povo brasileiro de perceber a falta de entregas concretas. Desde o início de seu terceiro mandato, o petista e sua equipe insistem na tese de que o governo faz, mas não consegue comunicar. O problema é que não há muito o que comunicar. O governo falhou em praticamente todas as suas promessas de campanha.
O crescimento econômico estagnou, o desemprego continua sendo um problema crônico, e a inflação corrói o poder de compra dos brasileiros. Para piorar, o governo petista tem sido marcado por escândalos, ineficiência e disputas internas. A demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, é apenas um exemplo do caos administrativo que se instalou em Brasília. A crise na saúde é tão grave que, mesmo com um investimento bilionário, os hospitais federais no Rio de Janeiro estão à beira do colapso.
Nordeste: o picolé virou água, mas a torneira está fechada
A região Nordeste sempre foi a fortaleza eleitoral de Lula. Mas, até lá, a insatisfação cresce de forma acelerada. Um dos fatores determinantes para essa virada de humor é o abandono da transposição do Rio São Francisco. Durante seu governo, Bolsonaro acelerou as obras e levou água para diversas cidades do sertão. Já no governo Lula III, as torneiras foram fechadas. O sofrimento voltou a ser realidade para milhões de nordestinos que acreditavam que a falta d'água havia sido superada. O resultado: uma aprovação que está evaporando rápido. O picolé derreteu, e o povo ficou sem água para beber.
As consequências políticas desse derretimento
A queda de popularidade de Lula tem impactos diretos no cenário eleitoral de 2026. A pesquisa da Genial/Quaest testou diversos cenários de segundo turno, e os resultados são catastróficos para o petista. Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e até figuras inusitadas, como o cantor Gusttavo Lima e o ex-coach Pablo Marçal, aparecem competitivos contra Lula em vários estados.
O cenário mais preocupante para o governo é que a rejeição de Lula ultrapassa a de Bolsonaro em vários estados. Em Minas Gerais, 62% dos eleitores rejeitam Lula, enquanto 51% rejeitam Bolsonaro. Em São Paulo, a rejeição do petista é de 66%, contra 53% do ex-presidente. Esses números indicam que, se nada mudar, o PT pode ter enormes dificuldades em 2026.
Há tempo para reverter esse quadro?
A pergunta que fica é: Lula ainda pode se recuperar? A resposta é incerta. O governo insiste na estratégia de culpar a comunicação, mas a verdade é que o problema é mais profundo. Sem resultados concretos e sem uma mudança real de rumos, a tendência é que o derretimento continue.
A popularidade de Lula já não é mais o escudo inabalável que foi em outras épocas. O desgaste é visível e, até agora, não há sinais de que o governo saiba como estancar a sangria. O picolé derreteu, a água escorreu e, no sertão, a sede só aumenta. Lula está à beira do colapso político. O futuro de seu governo, e do PT, nunca foi tão incerto.
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