
A guerra entre Rússia e Ucrânia pode estar caminhando para uma solução diplomática, mas os combates no front continuam intensos. Neste domingo (23), a Rússia realizou o maior ataque com drones desde o início do conflito, lançando 267 drones em uma ofensiva coordenada contra diversas regiões ucranianas. O ataque ocorre na véspera do terceiro aniversário da invasão russa, aumentando a tensão no conflito que já dura três anos.
De acordo com Yuriy Ignat, porta-voz do Comando da Força Aérea da Ucrânia, a defesa aérea ucraniana conseguiu interceptar 138 drones, enquanto 119 desapareceram dos radares após serem bloqueados. Apesar disso, os ataques causaram danos significativos em cinco regiões: Dnipro, Odessa, Poltava, Kiev e Zaporizhzhia.
Até o momento, os serviços de emergência da Ucrânia confirmaram ao menos três mortes – duas em Kherson e uma em Kryvyi Rih –, além de diversos feridos e prejuízos à infraestrutura. Na sexta-feira (21), ataques russos já haviam matado 12 civis e atingido residências e instalações estratégicas.
O Ministério da Defesa da Rússia também relatou a destruição de 20 drones ucranianos lançados em direção ao território russo no sábado.
Após a ofensiva russa, o presidente Volodymyr Zelensky fez um novo apelo por ajuda internacional, reforçando a necessidade de armamentos e sistemas de defesa aérea mais eficazes.
"Precisamos da força de toda a Europa, dos EUA e de todos que buscam uma paz duradoura", declarou Zelensky.
O presidente ucraniano também ressaltou a crescente ameaça representada pelos drones russos e o uso de mísseis e bombas aéreas guiadas. Segundo ele, somente na última semana, mais de 1.150 drones, 1.400 bombas aéreas e 35 mísseis foram lançados contra a Ucrânia.
Apesar dos esforços diplomáticos para encerrar o conflito, a guerra segue sem uma solução definitiva. Os recentes ataques aconteceram em meio a um cenário de turbulência política, após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir negociações de paz diretas com a Rússia, sem a participação da Europa ou da própria Ucrânia.
A abordagem gerou desconforto entre líderes europeus e um embate com Zelensky, que reagiu duramente à proposta. A relação entre Trump e Zelensky se deteriorou ainda mais quando o ex-presidente norte-americano chamou o líder ucraniano de "ditador" no início da semana.
Enquanto os diálogos de paz seguem incertos, a guerra continua devastando a Ucrânia, deixando um rastro de destruição, mortes e incertezas sobre o futuro da região.
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