Domingo, 28 de Junho de 2026
32°

Tempo nublado

Teresina, PI

Saúde VACINAÇÃO

Cientistas analisam possíveis efeitos colaterais prolongados das vacinas contra a Covid-19

Pesquisa identificou alterações no sistema imunológico e semelhanças entre a condição pós-vacinação e o pós-Covid

22/02/2025 às 09h11 Atualizada em 23/02/2025 às 09h44
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um estudo conduzido pela Universidade Yale, nos Estados Unidos, trouxe à tona preocupações sobre possíveis efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19. Segundo os pesquisadores, algumas pessoas desenvolveram uma condição rara denominada “síndrome pós-vacinação”, caracterizada por sintomas como fadiga extrema, dificuldade para realizar atividades físicas, confusão mental, zumbido no ouvido e tontura.

Os cientistas também identificaram alterações no sistema imunológico dos afetados. A pesquisa sugere que a condição pode estar associada à reativação do vírus Epstein-Barr, conhecido por causar mononucleose, além da persistência de uma proteína do coronavírus no sangue dos pacientes analisados. No entanto, os especialistas ressaltam que os achados são preliminares e ainda não permitem estabelecer uma relação causal definitiva.

A imunologista Akiko Iwasaki, que lidera o estudo, destacou ao jornal The New York Times que as investigações ainda estão em andamento. “Não é como se tivéssemos determinado exatamente o que está causando esses sintomas, mas esse é um primeiro vislumbre do que pode estar acontecendo no organismo dessas pessoas”, afirmou.

Entre dezembro de 2022 e novembro de 2023, a equipe de pesquisadores coletou amostras de sangue de 42 pessoas que relataram sintomas da síndrome pós-vacinação. A análise revelou que esses indivíduos apresentavam saúde inferior à média da população dos Estados Unidos, reforçando a necessidade de mais estudos para compreender os mecanismos envolvidos.

Os sintomas observados na síndrome pós-vacinação guardam semelhanças com os do pós-Covid, incluindo a reativação do vírus Epstein-Barr. Além disso, os pesquisadores identificaram níveis elevados da proteína spike do coronavírus no sangue de alguns pacientes, persistindo por um período que variou entre 26 e 709 dias após a vacinação.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários