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EUA investigam censura nas big techs: impacto global e reflexos no Brasil

Comissão Federal de Comércio busca entender como plataformas decidem bloqueios e restrições, enquanto empresas como X e Rumble denunciam pressão e censura; investigação pode repercutir no Judiciário brasileiro e em Alexandre de Moraes

21/02/2025 às 16h50
Por: Douglas Ferreira
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A Comissão Federal do Comércio que saber se as big techs são pressionadas por órgãos e país para promover censura - Foto: Reprodução
A Comissão Federal do Comércio que saber se as big techs são pressionadas por órgãos e país para promover censura - Foto: Reprodução

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) iniciou uma investigação sobre práticas de censura por parte das big techs. O órgão busca entender como as empresas decidem o que bloquear ou restringir da visualização dos usuários, alegando que esses procedimentos são imprevisíveis e podem prejudicar tanto consumidores quanto a concorrência.

A investigação ocorre em meio a uma crescente onda de denúncias contra plataformas como X (antigo Twitter) e Rumble, que alegam sofrer pressões indevidas de autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As empresas acusam Moraes de censurar conteúdos e usuários sob o pretexto de combater desinformação e discursos de ódio, utilizando métodos que consideram arbitrários e ameaçadores.

A FTC abriu ainda uma consulta pública para que consumidores relatem suas experiências com bloqueios e suspensões em plataformas digitais. Segundo o presidente da Comissão, Andrew Ferguson, a iniciativa pretende reforçar a transparência e pressionar as big techs a respeitarem a liberdade de expressão. A medida também reflete um movimento mais amplo nos Estados Unidos, onde figuras como Elon Musk, dono do X, e o ex-presidente Donald Trump vêm questionando a influência das big techs sobre o discurso público.

A investigação pode ter repercussões significativas no Brasil, principalmente no embate entre Alexandre de Moraes e as plataformas. Recentemente, a Truth Social, rede social de Trump, e a Rumble entraram com ações judiciais contra Moraes, acusando-o de violar princípios democráticos ao ordenar bloqueios de contas e conteúdos de viés conservador.

Diante desse cenário, surgem questões delicadas: até que ponto essa investigação pode influenciar o Judiciário brasileiro? Moraes enfrentará pressão internacional por suas decisões? E, mais importante, a soberania nacional será afetada por uma possível interferência dos EUA nas políticas de moderação das plataformas que operam no Brasil?

O desenrolar dessa investigação pode mudar o jogo globalmente, redefinindo os limites da moderação de conteúdo e da liberdade de expressão nas redes sociais.

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