
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro rompeu o silêncio e rebateu com firmeza a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de tentativa de golpe de Estado. Em nota oficial, o advogado Fábio Wajngarten classificou a peça assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, como "precária, incoerente e sem base fática". Segundo a defesa, a acusação carece de provas concretas e se sustenta apenas em uma delação premiada "frágil e contraditória".
Denúncia sem base e delator questionado
Para os advogados de Bolsonaro, a denúncia com 270 páginas é uma "narrativa fantasiosa" que não estabelece um vínculo direto entre o ex-presidente e uma suposta tentativa de ruptura institucional. O centro da acusação se baseia na delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que, conforme aponta a defesa, chegou a questionar a própria voluntariedade em seu acordo com as autoridades.
A nota divulgada pela defesa enfatiza que "não há qualquer mensagem, gravação ou documento que comprove uma participação ativa de Bolsonaro em qualquer tentativa de golpe". Além disso, menciona que os telefones do ex-presidente foram submetidos a uma "verdadeira devassa" e que nada foi encontrado que sustentasse a acusação.
Julgamento e confiança na justiça
A denúncia da PGR será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se aceita ou não a acusação. Caso seja aceita, Bolsonaro se tornará réu no processo. Apesar da tensão jurídica, a defesa se diz confiante no desfecho favorável.
"O presidente Jair Bolsonaro confia na Justiça e acredita que essa denúncia não prevalecerá por sua precariedade, incoerência e ausência de fatos verídicos", afirma a nota divulgada por Wajngarten.
Os crimes apontados pela PGR
Segundo a PGR, Bolsonaro e outros 33 denunciados estariam envolvidos em uma articulação para se manter no poder de forma ilegítima. Os crimes imputados são:
Organização criminosa armada;
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
Golpe de Estado;
Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União;
Deterioração de patrimônio tombado.
A defesa segue firme na estratégia de desqualificar a acusação e reforçar que não houve qualquer ação concreta do ex-presidente que sustentasse a narrativa de tentativa de golpe. Agora, resta aguardar os próximos passos no STF e as movimentações jurídicas que definirão o futuro de Bolsonaro diante da Justiça.
MEDIDAS CAUTELARES Justiça revoga prisão de empresário acusado de tentativa de homicídio em Teresina; entenda os fundamentos da decisão
TETO CONSTITUCIONAL STF voltou atrás nos penduricalhos? Entenda o que realmente está sendo julgado
PRISÃO PREVENTIVA Saiba quem é o homem preso por vender vídeos de sexo e que teve a prisão mantida pela Justiça Mín. 23° Máx. 32°