
A Argentina registrou um Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de 2,2% em janeiro de 2025, o menor desde julho de 2020, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC). A inflação interanual ficou em 84,5%, marcando a primeira vez desde janeiro de 2023 que o índice anualizado ficou abaixo de 100%.
O resultado reforça a tendência de desaceleração da inflação iniciada em novembro de 2024, quando o IPC foi de 2,4%. Em dezembro, o índice havia sido de 2,7%. Esse cenário positivo fortalece a política econômica do presidente Javier Milei, que assumiu a Casa Rosada em 2023 com a promessa de estabilizar a economia após anos de inflação descontrolada.
A queda na inflação surpreendeu analistas e o próprio governo. O ministro da Economia, Luis Caputo, havia projetado um índice de 2,3% para janeiro, estimativa semelhante à do Banco Central da Argentina. No entanto, consultorias ajustaram suas previsões para baixo, antecipando um desempenho melhor do que o esperado.
O resultado de janeiro é visto como um avanço na estratégia econômica de Milei, que busca recuperar a confiança dos mercados e da população, após um longo período de instabilidade monetária.
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