
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu estilo direto e implacável, lançou um ultimato ao Hamas: ou os reféns são libertados até o meio-dia de sábado (15), ou o cessar-fogo será rompido e os bombardeios israelenses voltarão com força total. A declaração, feita nesta terça-feira (11), sacudiu o cenário internacional e elevou a tensão no conflito entre Israel e o grupo palestino.
O ultimato de Trump não foi apenas um aviso. Ele foi comunicado pessoalmente ao rei da Jordânia, Abdullah II, durante sua visita à Casa Branca. Trump deixou claro que não aceitará mais atrasos ou manobras políticas do Hamas. "Eles querem bancar os durões. Vamos ver o quão durões eles são", afirmou o presidente americano.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não hesitou em seguir a linha de Trump e ordenou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) se posicionassem para retomar os combates. "Se o Hamas não devolver os reféns até o prazo estabelecido, o cessar-fogo será encerrado, e avançaremos até a derrota final do grupo terrorista", declarou Netanyahu em pronunciamento.
Enquanto isso, o Hamas acusa Israel de descumprir o acordo de trégua. Segundo fontes palestinas, desde o início do cessar-fogo, pelo menos 100 palestinos foram mortos por snipers israelenses, o que, segundo o grupo, tornaria inválido o pacto.
Como se não bastasse a escalada do conflito, Trump fez declarações ainda mais polêmicas sobre o futuro da Faixa de Gaza. Durante a reunião com o rei da Jordânia, o presidente americano reafirmou seu plano de "tomar Gaza" e transformá-la na "Riviera do Oriente Médio", propondo a construção de hotéis e arranha-céus no território palestino. Ele defendeu a realocação da população para países vizinhos, uma ideia que gerou indignação internacional.
O rei da Jordânia Abdullah II declarou-se terminantemente contra a realocação de palestinos na região do Oriente Médio. “Reconstruir Gaza sem deslocar os palestinos e abordar a terrível situação humanitária deve ser a prioridade de todos”, destacou.
O grande temor da realocação de palestinos pelos países vizinhos é um só: o delocamento de terroristas do Hamas infiltrados entre a comunidade palestina. Nenhum país que células do grupo terrorista em seus territórios.
A contagem regressiva para o sábado já começou. O mundo observa, apreensivo, se o Hamas cederá à pressão ou se a guerra entrará em uma nova e brutal fase.
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