
Hey Powers!
Nos últimos dias, um debate pegou fogo nas redes sociais e nos noticiários: a declaração do presidente Lula sobre os preços elevados de alguns produtos e a sugestão de que a solução para o problema seria simplesmente deixar de comprá-los.
O que parecia uma opinião simples logo se tornou munição política, impulsionada pela repercussão do deputado Nicolas Ferreira, que usou as redes para cutucar a declaração e inflamar o debate.
Para o empreendedor, essa discussão vai muito além da política. A realidade é que precificar produtos e serviços é um desafio constante. O custo operacional, os impostos, a logística e a oscilação da demanda impõem limites reais que vão além da vontade de vender barato. Se o consumidor simplesmente deixar de comprar um produto por estar caro, o que isso significa para quem empreende? Redução de margem, risco de estoques encalhados e possivelmente fechamento de negócios.
Fique atento: neste tempo de polarização e mídia duvidosa cada declaração é imediatamente transformada em conteúdo, cortada, editada e ressignificada para encaixar na narrativa que mais convém, mas para nós empresários da vida real, essa briga tem pouco valor prático: precisamos vender, gerar emprego e manter a roda girando, independentemente das narrativas.
E aqui está a chave: enquanto a política usa as palavras como munição, os negócios precisam usar estratégia. O que fazer quando os preços sobem e o consumidor hesita?
Dependendo do negócio criar valor. Quando o cliente entende o diferencial do produto, ele para de olhar apenas para o preço e passa a considerar o benefício. Relacionamento, serviço agregado e experiência fazem diferença.
Mas neste tempo destaco que o papel do empreendedor não deve terminar na gestão do próprio negócio. Vivemos em um país onde a carga tributária pesa, é preciso posicionamento ativo para sermos capazes de atuar também como agentes políticos. Informar a população sobre o impacto dos impostos nos preços, pressionar autoridades por reformas tributárias e nos engajar em associações empresariais são ações que podem gerar mudanças reais. Quando empreendedores se organizam e cobram eficiência e transparência, influenciam decisões que impactam diretamente seus negócios e seus clientes.
Nesse contexto, iniciativas como o MOVE Piauí ganham relevância. O movimento tem sido essencial para conectar empresários, fomentar o empreendedorismo local e impulsionar debates sobre melhorias no ambiente de negócios. Através da troca de experiências, capacitação e defesa de pautas estratégicas, o MOVE Piauí atua como um catalisador para que os empreendedores tenham voz ativa e consigam transformar suas realidades. Participar desse ecossistema não só fortalece os negócios, mas também dá ao empreendedor um papel mais relevante na construção de um mercado mais justo e competitivo.
Na política e na economia, a percepção é quase tão importante quanto a realidade. O discurso molda o mercado tanto quanto a oferta e a demanda. Mas para o empreendedor, o jogo real não é sobre narrativas e engajamento digital, e sim sobre soluções reais para desafios diários.
E você, que empreende, está se preparando para educar o consumidor sobre o valor do seu produto, influenciar políticas que impactam seu negócio, apenas reagindo ao que dá ibope ou isolado sem querer ver o que está acontecendo ao redor?
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