
As quatro reféns israelenses libertadas pelo Hamas – Liri Albag (19 anos), Karina Ariev (20 anos), Daniella Gilboa (20 anos) e Naama Levy (20 anos) – foram entregues à Cruz Vermelha na Cidade de Gaza, como parte de um acordo de cessar-fogo mediado internacionalmente.
Essas jovens prestavam serviço militar quando foram sequestradas em outubro de 2023, durante os ataques iniciais do Hamas a Israel. Após 477 dias em cativeiro, as quatro foram libertadas em estado físico e psicológico descrito como "delicado", segundo fontes médicas israelenses. Relatos indicam que elas sofreram maus-tratos, mas nenhuma confirmação oficial sobre abuso sexual foi divulgada até o momento.
Elas estavam mantidas em diferentes locais na Faixa de Gaza, provavelmente em túneis subterrâneos controlados pelo Hamas, utilizados como esconderijos estratégicos e para dificultar operações de resgate. Relatos preliminares indicam que as condições de vida no cativeiro eram precárias, incluindo alimentação limitada e restrições severas de movimentação.
As jovens foram submetidas a exames médicos detalhados assim que retornaram a Israel. Apesar do trauma físico, os maiores danos aparentes são psicológicos, devido ao longo período de confinamento e às condições adversas.
O acordo atual prevê a libertação de mais 26 reféns israelenses nas próximas semanas, como parte de um cronograma negociado que também inclui a liberação de centenas de prisioneiros palestinos por Israel. O Hamas ainda não forneceu informações completas sobre os reféns restantes, mas acredita-se que muitos deles sejam mulheres e crianças. Estima-se que cerca de 90 reféns israelenses foram levados para Gaza, e até metade pode ter morrido devido aos bombardeios e às condições no enclave.
As negociações continuam com o objetivo de garantir a libertação dos demais reféns, enquanto Israel se compromete a permitir maior entrada de ajuda humanitária em Gaza como parte do acordo.
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