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Trump cumpre promessas e inicia governo com medidas de impacto global

Sem rodeios, presidente dos EUA executa agenda de campanha e provoca reações imediatas em escala mundial.

21/01/2025 às 20h39 Atualizada em 21/01/2025 às 21h01
Por: Douglas Ferreira
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Trump diante do muro na fronteira com o México - Foto: Reprodução
Trump diante do muro na fronteira com o México - Foto: Reprodução

Donald Trump iniciou sua presidência como prometera: direto ao ponto e fiel às suas bandeiras de campanha. No primeiro dia de governo, ele assinou uma série de ordens executivas que materializam as ideias que o levaram à Casa Branca. Do perdão aos presos do Capitólio à retirada dos EUA do Acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde (OMS), Trump não esconde a que veio. As decisões são tão audaciosas quanto controversas, provocando aplausos de apoiadores e críticas ferozes de opositores.

Perdão aos presos do Capitólio: promessa de lealdade aos seus apoiadores

Entre as primeiras ações de Trump, está o perdão presidencial a mais de 1.500 pessoas envolvidas na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Entre os beneficiados estão líderes de grupos como Oath Keepers e Proud Boys, figuras emblemáticas de seu movimento político.

Ao tomar essa decisão, Trump cumpre sua promessa de "não abandonar os que lutaram por ele". Para seus apoiadores, é um ato de justiça. Para seus críticos, uma afronta ao sistema judiciário americano e à democracia. Independentemente das interpretações, o perdão consolida sua narrativa de que os eventos de 6 de janeiro foram parte de uma luta patriótica e não de uma insurreição.

Emergência na fronteira: ação imediata contra a imigração ilegal

Outro compromisso cumprido foi a declaração de emergência na fronteira com o México. Trump garantiu durante a campanha que intensificaria o combate à imigração ilegal, e a medida, assinada no primeiro dia, libera recursos e permite o envio de tropas para reforçar a segurança na região.

Embora a medida tenha sido aplaudida por quem defende fronteiras mais rígidas, seus opositores alertam para o risco de uma crise humanitária, com milhares de imigrantes detidos em condições precárias. Trump, no entanto, mantém sua postura firme: "Estamos protegendo nosso país e nossos empregos."

Retirada do Acordo de Paris: prioridade para a economia americana

Trump cumpriu sua promessa de retirar os EUA do Acordo de Paris, reafirmando sua visão de que o pacto climático prejudica a economia americana. Ele argumenta que as restrições ambientais impostas pelo acordo limitam o crescimento do setor energético e industrial do país.

A decisão foi acompanhada pela revogação de medidas ambientais de seu antecessor e pela liberação de áreas costeiras para exploração de petróleo e mineração. "Vamos voltar a ser uma superpotência energética", declarou Trump. Embora as consequências ambientais sejam motivo de preocupação global, Trump deixa claro que seu foco está em proteger a competitividade econômica dos EUA.

Saída da OMS: corte de laços com a "burocracia global"

Fiel à sua retórica contra instituições globais, Trump retirou os EUA da Organização Mundial da Saúde - OMS. Ele criticou repetidamente a entidade durante a campanha, acusando-a de má gestão e de favorecer interesses estrangeiros.

A saída, embora coerente com sua promessa de "priorizar os americanos", traz consequências significativas. Como maior financiador da OMS, a ausência dos EUA pode comprometer iniciativas de saúde global, incluindo o combate a pandemias. Mesmo assim, Trump defendeu a medida como necessária para "colocar os interesses dos americanos em primeiro lugar".

Trump governa como prometeu: com decisões firmes e divisivas

As ordens executivas assinadas no primeiro dia refletem um presidente que não ilude: Trump governa com a mesma determinação de sua campanha. Ele não busca consenso, mas sim cumprir à risca os compromissos que assumiu com sua base.

Enquanto críticos apontam para os riscos de suas ações - da polarização interna ao enfraquecimento da liderança global dos EUA -, Trump envia uma mensagem clara: "Estou aqui para fazer o que prometi".

Um governo de impacto imediato

A gestão Trump começa sob o signo da ação, marcando território de forma inconfundível. Se por um lado suas decisões trazem aplausos de seus eleitores e aliados, por outro, provocam uma onda de incertezas e tensões no cenário global.

O que está claro é que Trump está cumprindo o que disse que faria. E, para o bem ou para o mal, sua administração já está moldando não apenas os rumos dos EUA, mas também do mundo.

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A NOTÍCIA E O FATO
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Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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