
Cinco meses após o trágico acidente em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas, a companhia aérea Voepass (antiga Passaredo) enfrenta nova crise. Uma decisão liminar da 12ª Vara Cível de Ribeirão Preto (SP), emitida em 14 de janeiro, determinou a reintegração de posse de dois aviões modelo ATR72-600 devido ao não pagamento de aluguel às empresas arrendadoras.
O juiz Benedito Sérgio de Oliveira autorizou medidas rigorosas para assegurar o cumprimento da ordem judicial, incluindo o uso de força policial e arrombamento, caso necessário. As aeronaves envolvidas, registradas como PR-PDZ e PR-PDX, estão sem pagamentos desde abril de 2024. Informações da plataforma AirNav Radar indicam que o PR-PDX não voa desde agosto de 2024, enquanto o PR-PDZ realizou seu último voo em 4 de janeiro de 2025.
A Voepass, em nota, afirmou que os aviões estão fora de operação na malha aérea atual e passando por manutenção. A companhia garantiu que a devolução não impactará os voos programados. Em 2024, a Voepass transportou mais de 748 mil passageiros, consolidando-se como a quarta maior companhia aérea do país. Entretanto, enfrenta dívidas que somam US$ 955 mil (aproximadamente R$ 5,7 milhões).
O acidente que marcou a história recente da Voepass ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando uma de suas aeronaves perdeu sustentação durante o voo e caiu em Vinhedo (SP). A tragédia, que deixou 62 mortos, levou a debates sobre segurança aérea. Relatórios preliminares do Cenipa indicaram que o avião estava em conformidade com as normas de segurança e havia passado por revisão em junho de 2023.
Apesar das condições operacionais declaradas pela companhia e confirmadas pelo Cenipa, a tragédia abalou a confiança na Voepass, que agora enfrenta o desafio de superar dificuldades financeiras e preservar suas operações diante das adversidades.
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