
O episódio do vídeo viral de Nikolas Ferreira, que alcançou mais de 300 milhões de visualizações e repercutiu em 78 países, com 30 milhões de acessos só nos Estados Unidos, deixou lições importantes para o governo Lula, mas será que ele aprendeu? Será que teve a humildade e ombridade de fazer uma introspecção?
Após a repercussão, o Planalto recuou na medida de fiscalizar transações financeiras via Pix de até R$ 5 mil, que impactaria diretamente 40 milhões de brasileiros que dependem da informalidade para sobreviver. Até apresentou projeto proibindo a taxação do pix. Mas as promessa do governo e do próprio Lula caíram em descrédito popular de tanto afirmar uma coisa e fazer outra.
Num primeiro momento, a estratégia foi desqualificar o vídeo e seu autor, acusando o deputado mineiro de espalhar fake news. Em seguida, o governo cometeu um erro ainda maior: criou sua própria fake news ao afirmar que Nikolas havia dito que o governo taxaria o Pix, quando, na realidade, ele destacava exatamente o contrário. A confusão gerada foi um desastre de comunicação, 'nunca antes visto na história deste país', e uma oportunidade desperdiçada para revisar erros estratégicos e reconquistar a confiança popular.
Se o governo não aproveitar essa crise como um divisor de águas, estará caminhando para o isolamento político e social. O embarque do marketeiro Sidônio Palmeira no governo pode trazer um momento de reflexão e ajuste. É hora de Lula sair da bolha, reencontrar as ruas e compreender que o Brasil de hoje não é o de 2003. Os tempos mudaram, o povo mudou, e a mentalidade dos trabalhadores e eleitores também.
Na reunião com ministros nesta segunda-feira, 20 de janeiro, Lula pareceu ensaiar um mea culpa, algo raro em sua trajetória. Reconheceu a necessidade de compreender a nova formação da sociedade brasileira e declarou: "não temos o direito de errar". Uma frase simples, mas que pode marcar o início de uma mudança de postura, se realmente levada a sério.
No cenário internacional, Lula viu a guerra no Oriente Médio dar um passo rumo à paz antes mesmo de Donald Trump reassumir o poder nos EUA, ou exatamente por isso. O presidente brasileiro chegou até a desejar sucesso ao magnata, destacando: "não queremos briga". E desejou sucesso a Trump dizendo que torcia pela boa gestão do presidente americano.
Mas o tempo de reflexões tardias acabou. É urgente que o governo corrija sua rota na condução da política econômica e, sobretudo, na política internacional. Já passou da hora de Lula e sua equipe abandonarem os erros recorrentes, as escolhas equivocadas e as posturas inflexíveis. O Brasil precisa de um governo que saiba remar para águas tranquilas e conduzir todos os brasileiros a um porto seguro. O momento exige liderança, sabedoria e, acima de tudo, humildade para aprender com as lições que o próprio povo está ensinando.
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