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Donald Trump retorna à Casa Branca: o 47º presidente dos EUA em um mandato que promete redefinir o país

Após vencer Kamala Harris e superar condenações, Trump assume com maioria no Congresso e planos ambiciosos para a imigração e a economia

20/01/2025 às 08h45 Atualizada em 20/01/2025 às 14h53
Por: Douglas Ferreira
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Donald Trump retorna ao posto de homem mais poderoso do mundo logo mais às 14h - Foto: Imagem produzida por IA
Donald Trump retorna ao posto de homem mais poderoso do mundo logo mais às 14h - Foto: Imagem produzida por IA

Um retorno histórico e controverso

Donald Trump, aos 78 anos, toma posse como o 47º presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira (20), marcando uma nova fase em sua trajetória política. Seu retorno à Casa Branca, após uma vitória esmagadora contra Kamala Harris, não apenas reescreve sua história, mas também a dos Estados Unidos: ele é o primeiro presidente a retomar o cargo mesmo após ter sido condenado por crimes comuns.

Trump derrotou a democrata e ex-vice-presidente Kamala Harris com 312 delegados contra 226, consolidando uma margem confortável e assegurando o controle do Partido Republicano na Câmara, no Senado e na Suprema Corte.

Promessas de campanha e planos de ação

No discurso de posse, Trump prometeu um mandato “edificante e unificador”. Mas, em paralelo, deixou claro que pretende implementar uma agenda agressiva já nos primeiros dias de governo. Entre os decretos que planeja assinar ainda nesta segunda-feira, estão:

  • Endurecimento da política imigratória: maior liberdade para prender imigrantes sem antecedentes criminais e retomada da construção do muro na fronteira com o México.
  • Produção de energia: incentivo à exploração de combustíveis fósseis para impulsionar a economia.
  • Perdão presidencial: beneficiará réus condenados pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, reforçando sua base de apoio entre conservadores.

O peso das condenações

Apesar da vitória, a sombra de condenações ainda acompanha Trump. Ele foi considerado culpado em 34 acusações criminais, incluindo suborno e conspiração para esconder documentos confidenciais. Em janeiro de 2025, foi sentenciado por pagar suborno à atriz Stormy Daniels, mas recebeu "dispensa incondicional", escapando de prisão ou multas.

Analistas apontam que a sobrevivência política de Trump, mesmo diante de escândalos e processos, solidifica sua imagem como uma liderança quase imune a ataques.

Campanha marcada por reviravoltas e atentados

A corrida eleitoral de 2024 foi uma das mais turbulentas da história americana. Com ataques pessoais entre os candidatos e duas tentativas de assassinato contra Trump, o republicano navegou em águas agitadas até conquistar a vitória.

No comício de julho na Pensilvânia, Trump foi atingido de raspão na orelha direita por uma bala. Dois meses depois, escapou ileso de um atentado em seu clube de golfe na Flórida, quando agentes do Serviço Secreto neutralizaram um atirador.

O que esperar do segundo mandato?

A comunidade internacional observa com cautela o retorno de Trump ao poder. Entre os desafios mais urgentes, destacam-se:

  • Relações internacionais: Trump deverá adotar uma postura mais protecionista e revisar alianças estratégicas, o que pode afetar diretamente o Brasil, governado por uma esquerda que vê no republicano um forte adversário.
  • Política interna: a agenda de imigração promete acirrar tensões sociais e gerar controvérsias na mídia global.
  • Segurança e polarização: com sua base fiel, Trump terá que equilibrar as demandas de seus apoiadores com a necessidade de apaziguar um país cada vez mais dividido.

Um líder que desafia todas as probabilidades

Se há algo que define Donald Trump, é sua capacidade de ressurgir. Contra todas as previsões, ele reconstruiu sua carreira política e retorna ao cargo mais poderoso do mundo com um mandato que promete ser tão impactante quanto controverso. A partir de agora, o mundo estará de olho em cada passo de um presidente que já escreveu - e continua escrevendo - sua própria versão da história americana.

A cerimônia de posse

A cerimônia de posse terá início com Donald Trump entrando no palco para prestar juramento ao cargo diante do chefe da Suprema Corte, John Roberts, às 14h (horário de Brasília). Tradicionalmente realizada na área externa do Capitólio dos EUA, a solenidade foi transferida para o interior do prédio devido ao rigoroso frio que atinge a capital americana.

Em seguida, Trump fará seu discurso de posse, descrito por ele como “edificante e unificador”, marcando um contraste significativo com sua estreia em 2017, quando retratou o país como uma nação devastada, referindo-se à “carnificina norte-americana”. Mais de 220 mil ingressos foram disponibilizados para o evento histórico.

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