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Terremoto no Tibete deixa 95 mortos e destrói centenas de casas

Tremor de magnitude 6,8 no sopé do Himalaia deixa 95 mortos, mais de 130 feridos e destrói centenas de casas; região segue abalada por tremores secundários e operações de resgate

07/01/2025 às 09h28 Atualizada em 09/01/2025 às 11h12
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu o sopé do Himalaia, na região do Tibete, nesta terça-feira (7), causando a morte de pelo menos 95 pessoas e ferindo mais de 130. O tremor destruiu centenas de casas e foi sentido em países vizinhos como Nepal, Butão e Índia. O epicentro foi registrado no condado de Tingri, cerca de 80 km do Monte Everest, segundo o Centro de Redes de Terremotos da China.

A cidade de Shigatse foi uma das áreas mais afetadas, com danos generalizados em estruturas e casas. A região, que abriga 800 mil habitantes, é conhecida por sua importância histórica e religiosa, sendo a sede tradicional do Panchen Lama, figura central do budismo tibetano. Relatórios preliminares indicam que mais de 1.000 casas foram danificadas em 27 vilas próximas ao epicentro, com uma população estimada de 6.900 pessoas.

O Dalai Lama, líder espiritual tibetano, expressou tristeza pelo desastre. "Ofereço minhas orações por aqueles que perderam suas vidas e desejo uma rápida recuperação aos feridos", declarou o ganhador do Nobel da Paz. O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou a mobilização de equipes de resgate e a entrega de suprimentos como tendas, roupas e colchas para os desabrigados. Cerca de 1.500 bombeiros e equipes de emergência foram enviados à região.

As consequências do terremoto também afetaram o turismo na área do Everest. Embora o inverno no Hemisfério Norte não seja a temporada ideal para expedições, um alpinista alemão, que estava autorizado a escalar a montanha, abandonou a tentativa após não conseguir alcançar o cume. As autoridades chinesas decidiram fechar a região do Everest para turistas devido aos riscos.

Além dos danos imediatos, o terremoto provocou mais de 150 tremores secundários, com magnitudes de até 4,4, causando rachaduras em edificações, como as observadas em um restaurante no condado de Lhatse. Tingri, conhecida como a porta de entrada norte para a região do Everest, relatou fortes abalos.

A região do Himalaia é altamente propensa a terremotos devido à colisão das placas tectônicas indiana e eurasiana. Desde 1950, o bloco de Lhasa, onde está situado o Tibete, registrou 21 terremotos de magnitude 6 ou superior. O mais recente de grande impacto ocorreu em 2017, em Mainling, com magnitude 6,9.

O histórico sísmico também inclui o devastador terremoto de 2015 no Nepal, que atingiu magnitude 7,8 e matou cerca de 9 mil pessoas. Entre as vítimas estavam 18 alpinistas no acampamento base do Everest, atingidos por uma avalanche. O evento continua sendo uma lembrança das vulnerabilidades da região a desastres naturais.

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