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Aeronave que caiu em Vinhedo tinha sensibilidade ao gelo, afirma Voepass

O CEO e o diretor de operações da companhia aérea concederam uma entrevista coletiva nesta sexta-feira sobre o acidente que matou 61 pessoas.

10/08/2024 às 09h44
Por: Wagner Albuquerque
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Foto do ATR-72, matrícula PS-VPB, aeronava acidentada na última sexta. Foto: Reprodução.
Foto do ATR-72, matrícula PS-VPB, aeronava acidentada na última sexta. Foto: Reprodução.

O CEO da Voepass, Eduardo Busch, e o diretor de operações, Marcel Moura, realizaram uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, 9 de agosto, em Ribeirão Preto (SP), para abordar o acidente aéreo que matou 61 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo. O acidente ocorreu nesta tarde e envolveu um turboélice ATR 72-500, de matrícula PS-VPB, que fazia o voo 2Z-2283 de Cascavel (PR) para o aeroporto de Guarulhos (SP).

O avião transportava 58 passageiros e 4 tripulantes, todos os quais faleceram no acidente. Durante a coletiva, Busch confirmou que o modelo da aeronave era suscetível à formação de gelo nas asas e na fuselagem, o que pode ter contribuído para o acidente. Essa possibilidade foi levantada por especialistas.

Busch destacou que as condições climáticas de sexta-feira, caracterizadas pela aproximação de uma frente fria, favoreceram a formação de gelo. No entanto, Marcel Moura, o diretor de operações, evitou comentar sobre as causas do acidente, afirmando que, neste momento, há muitas informações desencontradas, e qualquer declaração poderia alimentar especulações.

Moura também esclareceu que a aeronave havia passado por uma manutenção de rotina nas oficinas da Voepass em Ribeirão Preto e estava “100% operacional” antes do voo. Ele ressaltou que o mesmo avião havia realizado outros dois voos nesta sexta-feira sem qualquer problema, partindo de Ribeirão Preto para São Paulo e depois de São Paulo para Cascavel.

Ainda na coletiva, Marcel Moura confirmou que um piloto e um copiloto da Voepass, que estavam escalados para outro voo saindo de Ribeirão Preto, optaram por não embarcar após tomarem conhecimento do acidente. Ele enfatizou que a companhia permite que tripulantes que não se sintam confortáveis em voar, possam se retirar sem qualquer pressão.

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