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Confira a emoção de passageiros que perderam o voo no avião que caiu em São Paulo

Adriano Assis, um trabalhador do Rio de Janeiro, é um desses sobreviventes do acaso. Ele estava a caminho do Aeroporto de Cascavel após terminar um trabalho no Hospital Regional de Toledo. Ao chegar, confundiu o nome das companhias aéreas, pois havia comprado sua passagem pela Latam, mas o voo seria operado pela VoePass. Esse erro, aparentemente simples, mudou o curso de sua vida

09/08/2024 às 19h49
Por: Douglas Ferreira
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Após a chateação pela perda do voo vem o alívio e a emoção - Foto: Reprodução
Após a chateação pela perda do voo vem o alívio e a emoção - Foto: Reprodução

Em meio à tragédia que ceifou 61 vidas na queda do avião da VoePass, no interior de São Paulo, surgem histórias de dor e luto, mas também de milagres e alívios inexplicáveis. O acidente deixou um rastro de sofrimento para as famílias das vítimas, mas para alguns poucos, o destino foi diferente – não embarcaram naquele voo fatídico e hoje vivem para contar o que enxergam como um verdadeiro "livramento".

Adriano Assis, um trabalhador do Rio de Janeiro, é um desses sobreviventes do acaso. Ele estava a caminho do Aeroporto de Cascavel após terminar um trabalho no Hospital Regional de Toledo. Ao chegar, confundiu o nome das companhias aéreas, pois havia comprado sua passagem pela Latam, mas o voo seria operado pela VoePass. Esse erro, aparentemente simples, mudou o curso de sua vida.

"Cheguei às 9h40 e fiquei esperando para ver se abria o guichê. Não havia ninguém. Tomei um café, esperei. O microfone não anunciou nada, os placares não avisaram sobre o voo. Quando desci, já eram 10h30, e a fila estava enorme. Esperei. Às 10h41, o funcionário me disse que eu não poderia mais embarcar porque era preciso ter embarcado uma hora antes. Naquele momento, discuti com ele, frustrado por perder o voo. Hoje, vejo que ele salvou minha vida", conta Adriano, visivelmente emocionado.

Ele continua, "Depois, procurei o funcionário e o abracei. Aquele abraço foi um agradecimento por ele ter feito o trabalho dele, por ter me impedido de embarcar. Se ele não tivesse sido firme, eu não estaria aqui dando essa entrevista. Ele salvou minha vida, e eu preciso encontrar o nome dele, porque realmente devo minha vida a ele".

Outro homem, que preferiu não se identificar, compartilha um relato semelhante. Ele também confundiu as companhias aéreas e perdeu o horário de embarque. "Eu estava com a passagem comprada, mas não sabia que seria por essa empresa. Achei que era pela Latam, mas o guichê estava fechado. Fiquei esperando e, quando deu 11h, fui procurar e o funcionário me disse que eu não poderia mais embarcar. Fiquei chateado, tentei insistir, mas ele só podia me colocar no voo das 18h20. Naquele momento, eu agradeci a Deus. Estou tremendo até agora. Foi uma emoção tão grande".

Enquanto famílias enlutadas enfrentam a dor de perder seus entes queridos, esses homens, que por uma série de coincidências e erros se mantiveram longe daquele avião, agora vivem com uma gratidão profunda e uma sensação de segundo nascimento. São histórias que, em meio à escuridão da tragédia, trazem um brilho de esperança, lembrando-nos de como o destino pode ser incerto e surpreendente.

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