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Aviação DESASTRE RUSSO?

Avião da Embraer pode ter sido atingido por míssil na Rússia

Evidências apontam que o jato Embraer E-190 pode ter sido atingido por estilhaços de míssil ou drone interceptado durante voo na região do Cáucaso, em meio a tensões da guerra Rússia-Ucrânia.

25/12/2024 às 17h11 Atualizada em 26/12/2024 às 11h58
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um jato comercial Embraer E-190, operado pela Azerbaijan Airlines, caiu no Cazaquistão nesta quarta-feira (25), e evidências sugerem que ele pode ter sido atingido por estilhaços de um míssil ou drone interceptado. Relatos de passageiros, vídeos do incidente e imagens da fuselagem apontam para danos típicos de explosões de mísseis antiaéreos. O acidente ocorreu em meio a ataques de drones na região do Cáucaso, uma zona de alta tensão no contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia.

As autoridades, inicialmente, ofereceram explicações vagas e contraditórias. Órgãos de aviação do Azerbaijão e da Rússia mencionaram o impacto com pássaros e até uma suposta explosão de um balão dentro do avião, mas ambas as versões foram descartadas. O avião, que seguia de Baku para Grozni, na Tchetchênia, desviou da rota prevista devido ao fechamento do aeroporto de Makhachkala por ataques de drones. O destino final foi alterado para Aktau, no Cazaquistão, onde a aeronave caiu enquanto tentava um pouso de emergência.

Vídeos gravados por passageiros mostram danos internos na cabine, incluindo sistemas de oxigênio ativados e painéis destruídos, além de relatos de explosões externas antes da queda. As seções da fuselagem apresentavam furos compatíveis com estilhaços de mísseis Pantsir-S1, sistema de curto alcance utilizado pela defesa aérea russa para interceptar drones. Analistas militares russos consultados confirmaram a possibilidade de ataque indireto, mas ressaltaram que ainda é cedo para conclusões definitivas.

Marcas de estilhaços encontradas na fuselagem do avião da Azerbaijan Airlines que caiu no Cazaquistão hoje mais cedo - Foto: Redes sociais

 

A guerra na Ucrânia intensificou o uso de drones de longa distância, ampliando os riscos para aeronaves comerciais. Desde 2022, rotas aéreas evitam o sul da Rússia, onde diversos aeroportos permanecem fechados, e o tráfego foi desviado para regiões como o mar Cáspio. O episódio reaviva a lembrança do voo da Malaysia Airlines abatido por um míssil russo em 2014 sobre a Ucrânia, que matou 298 pessoas, reforçando os perigos de zonas de conflito para a aviação civil.

A autoridade de aviação do Azerbaijão iniciou investigações e suspendeu voos no norte do Cáucaso. Com a intensificação da campanha de drones ucranianos, a pressão sobre a defesa aérea russa aumenta, e eventos como este destacam os riscos de erros operacionais ou de equipamentos antiaéreos em áreas civis. A apuração será crucial para determinar se o acidente foi resultado de falhas ou ações de guerra.

O incidente ressalta a necessidade de rigorosas medidas de segurança para proteger a aviação civil em zonas de conflito. Enquanto os detalhes do caso permanecem sob investigação, o cenário evidencia como as tensões geopolíticas impactam diretamente rotas aéreas e colocam em risco a vida de passageiros e tripulantes.

Credito: G1

 

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