
O acidente aéreo que vitimou 10 pessoas neste domingo, em Gramado (RS), tornou-se o segundo maior do Brasil em 2024, superado apenas pela tragédia da VoePass em agosto, que deixou 62 mortos. Com o ocorrido, o número de vítimas fatais em acidentes aéreos no país chegou a 148 neste ano, representando um aumento de 92% em relação a 2023. Este é o maior total de mortes desde o início da série histórica do Cenipa, em 2014.
De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o acidente em Gramado foi o 41º com vítimas fatais em 2024, sendo a segunda queda de avião no ano a registrar uma dezena de mortos. A maioria das ocorrências, no entanto, envolve uma única vítima, geralmente o piloto. Este também foi o sétimo acidente do ano com pelo menos cinco mortes, destacando-se os casos de Manoel Urbano (AC) e Itapeva (MG), ambos com sete vítimas cada.
As 148 mortes registradas neste ano configuram um recorde na série histórica do Cenipa. Até então, o ano com maior número de fatalidades era 2016, com 104 vítimas. Mesmo desconsiderando o acidente da VoePass, que sozinho somou 62 mortes, 2024 ainda apresentaria o segundo maior índice de fatalidades, com 86 vítimas.
Embora o número de mortes tenha atingido um patamar alarmante, o total de acidentes com vítimas fatais não foi o maior já registrado. Com 41 ocorrências, o número cresceu 36% em relação a 2023, mas ficou abaixo de anos como 2015, que registrou 47 acidentes, e 2016, com 45.
Aviação privada concentra maioria dos acidentes fatais
A aviação privada foi responsável por mais da metade dos acidentes fatais deste ano, com 22 ocorrências. Sete quedas envolveram voos agrícolas e outros acidentes ocorreram em operações de instrução, polícia ou experimentais. Apenas um caso, o de Vinhedo (SP), envolveu um voo regular.
São Paulo liderou em número de acidentes fatais, com 11 ocorrências, seguido por Mato Grosso (6), Pará (5) e Minas Gerais (5). Entre as causas, a “perda de controle em voo” foi a mais comum, responsável por 13 quedas, seguida por “falha ou mau funcionamento do motor”, que provocou sete acidentes. Dez ocorrências ainda permanecem sob investigação.
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