
Adolescentes poloneses estão tendo aulas obrigatórias de tiro nas escolas, uma medida inédita na Europa. A decisão, segundo a agência alemã Deutsche Welle, tem como objetivo preparar a nova geração para defender o país em possíveis situações de conflito no futuro.
Na cidade de Skarszewy, estudantes de 13 e 14 anos já participam das atividades que envolvem o uso de pistolas e rifles. A iniciativa posiciona a Polônia como o primeiro país europeu a incluir treinamentos com armas de fogo no currículo escolar. “Com o estado do mundo hoje, eu acho que esse tipo de treinamento é muito valioso”, afirmou a diretora de uma escola local à DW.
O aumento da tensão na região é um dos fatores que motivaram a medida. Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022, a Polônia, que faz fronteira com o território ucraniano, tem intensificado ações de segurança, incluindo o avanço na formação armamentista de sua população. “Você precisa estar preparado para qualquer coisa”, comentou uma estudante que participa das aulas.
Apesar do uso de armas de fogo, as aulas não envolvem munição real. As armas são equipadas com sistemas a laser que simulam disparos em alvos com sensores. Quando o tiro é certeiro, uma luz verde aparece na tela, indicando o acerto. “Eles não são jovens demais para atirar”, afirmou Jacek Pauli, prefeito de Skarszewy, destacando que o interesse por atirar pode ser desenvolvido como qualquer outro esporte.
A proposta tem amplo apoio da sociedade polonesa, mas também enfrenta críticas. Até poucos meses atrás, as aulas de tiro eram opcionais. Agora, com a obrigatoriedade, o programa se expande para todas as escolas do país, envolvendo cerca de 1,8 mil instituições.
O governo polonês considera a medida parte de um esforço maior para treinar a população em segurança e defesa nacional. Mesmo que a ideia seja amplamente aceita, vozes contrárias questionam os impactos psicológicos e sociais de introduzir aulas de tiro em uma faixa etária tão jovem.
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