
A justiça brasileira, especialmente a Suprema Corte, cada vez mais evidencia um viés ideológico que fragiliza a confiança da população no sistema judicial. Um exemplo recente é a disparidade de tratamento entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, que enfrentam uma verdadeira via-sacra de processos e prisões, e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que se beneficia de decisões que frequentemente ignoram os rigores da lei.
Enquanto a oposição é acuada e até silenciada, figuras do governo têm uma liberdade que beira a impunidade. Lula, por exemplo, foi “aliviado” de uma prisão preventiva mesmo diante de um histórico polêmico de condenações passadas. Lembram que Lula foi 'descondenado'? Já opositores enfrentam ações rápidas e rigorosas por manifestações ou críticas que sequer representam riscos concretos.
A desigualdade no peso das decisões não é novidade. Durante o mandato de Bolsonaro, o STF já demonstrava hostilidade. Chegou ao ponto de barrar uma indicação do presidente para o comando da Polícia Federal. Agora, porém, a situação escalou para um patamar em que jornalistas, influenciadores e até deputados federais da oposição têm sido alvos de uma força desproporcional. Pessoas comuns também não escapam: qualquer crítica ao governo ou ao Supremo pode culminar em perseguição.
Ao mesmo tempo, casos de aliados ou figuras controversas, como Deolane Bezerra, acusada de movimentar bilhões para o crime organizado, parecem repousar em uma zona de conforto jurídico. É como se houvesse uma blindagem seletiva que contrasta com o peso das decisões impostas àqueles que pensam fora do eixo do poder.
Deputados federais, que deveriam ter suas imunidades parlamentares asseguradas, precisam medir cada palavra dita na tribuna, pois as prerrogativas constitucionais que garantem a liberdade de expressão, opinião e voto, foram relativizadas pelo Supremo. Assim, o STF se distancia de seu papel de guardião da Constituição para se tornar um ator político que define, de forma questionável, o que é certo ou errado.
Diante disso, resta ao povo uma amarga indagação: que país é este? Que justiça é essa? Afinal, uma justiça que não é justa, jamais será verdadeira justiça.
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