
O governo venezuelano anunciou, nesta segunda-feira (16), a libertação de 179 pessoas detidas em protestos contra a reeleição de Nicolás Maduro, totalizando 533 libertações desde o início de um processo de revisão judicial. As prisões ocorreram logo após a contestada vitória de Maduro para um terceiro mandato, que resultou em protestos marcados por violência e repressão.
Os protestos, que deixaram 28 mortos e quase 200 feridos, resultaram na detenção de mais de 2.400 pessoas, incluindo adolescentes. Muitos foram presos sem mandado e acusados de crimes como "terrorismo", sendo transferidos para prisões de segurança máxima. Durante a detenção, surgiram denúncias graves de tortura, maus-tratos e até mortes sob custódia, incluindo as de dois homens, de 36 e 44 anos.
A decisão de libertar os presos ocorre dias após a morte de um opositor detido, o que intensificou as críticas contra o governo Maduro por organismos internacionais e grupos de direitos humanos.
A reeleição de Maduro foi amplamente contestada por países como os Estados Unidos e pela União Europeia, além de governos latino-americanos, que não reconheceram o resultado. A oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, insiste que o verdadeiro vencedor foi Edmundo González.
No entanto, o governo Maduro manteve seu controle, e o medo da repressão enfraqueceu a capacidade de mobilização da oposição.
Analistas apontam que as libertações podem ser fruto de pressões externas, buscando amenizar críticas e melhorar a imagem do governo venezuelano. A ONG Foro Penal confirmou a libertação de 328 pessoas até agora, mas a revisão de outros casos segue incerta.
Enquanto isso, a comunidade internacional continua de olho nos desdobramentos, esperando sinais de uma mudança concreta no respeito aos direitos humanos na Venezuela.
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