
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação de um financiamento de R$ 1,1 bilhão para a exportação de oito jatos comerciais da família E2 da Embraer. As aeronaves serão adquiridas pela Azorra, empresa norte-americana especializada em compra e arrendamento de aviões para companhias aéreas. A operação faz parte de um esforço do banco em fortalecer a presença brasileira no mercado internacional de aviação.
As entregas dos jatos estão previstas para ocorrer entre dezembro de 2024 e o ano de 2025, e as aeronaves já constam na carteira de encomendas da Embraer. Esta é a terceira operação envolvendo o financiamento do BNDES para exportações da família E2 à Azorra, que atualmente ocupa o quarto lugar no mercado global de arrendamento de aeronaves regionais, com contratos de leasing em 26 países.
O financiamento será realizado por meio do programa BNDES Exim Pós-embarque, com recursos liberados em reais no Brasil em favor da Embraer. A Azorra, como importadora, assumirá a responsabilidade pelo pagamento em dólares ao BNDES, gerando divisas para o país. Além disso, a operação contribui para a manutenção de empregos de alta qualificação no setor aeronáutico brasileiro e fortalece a competitividade da Embraer no mercado internacional.
Outro destaque da operação é a inovação no modelo de garantia. Será a primeira vez que o BNDES utilizará o Seguro de Crédito Privado da ITASCA, que oferece cobertura integral do crédito ao longo de toda a vigência da operação. Essa medida garante maior segurança ao financiamento e posiciona o Brasil de forma competitiva frente às condições oferecidas por bancos e agências de crédito internacionais.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância estratégica do apoio à Embraer. “Neste ano, já aprovamos o financiamento de 56 aeronaves para mercados na América, Europa e Ásia. Isso reforça a capacidade do banco de atuar com eficiência e transparência. Desde sua fundação, o BNDES já apoiou a produção de mais de 1.300 aviões da Embraer”, afirmou. Para o diretor do banco, José Luís Gordon, o setor aeronáutico é crucial para a economia brasileira, por seu alto valor agregado em tecnologia e inovação, e o apoio ao segmento é fundamental para competir no mercado global.
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