
O Ministério Público do Piauí (MPPI) solicitou à Justiça a prisão preventiva do influenciador Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como Lokinho. A justificativa apresentada é o descumprimento de medidas cautelares impostas em processos que ele responde por homicídio simples, estelionato, associação criminosa e contravenção penal de jogos de azar.
A medida foi protocolada nessa quinta-feira (12), após o influenciador ter sido flagrado em um evento noturno, no dia 6 de dezembro de 2024, apenas dois meses após o acidente que resultou na morte de duas mulheres e deixou duas crianças feridas, no bairro Santo Antônio, Zona Sul de Teresina.
Lokinho foi solto mediante a imposição de condições rigorosas em dois processos distintos. No caso do atropelamento fatal, ele deveria:
No âmbito do processo por estelionato e jogos de azar, as restrições incluem:
Segundo o MPPI, ao ser visto em um evento público durante o período de recolhimento noturno, o influenciador teria violado as condições de sua liberdade.
A defesa de Lokinho não se manifestou, mas familiares afirmaram que ele não descumpriu as medidas e que o caso será esclarecido na Justiça.
O episódio gerou indignação na sociedade teresinense, ainda mais porque, dois dias após o evento que teria violado as cautelares, Maria Sueli, uma das crianças atropeladas no acidente, recebeu alta hospitalar após 62 dias internada. A menina, de 11 anos, segue em tratamento e depende de cadeira de rodas.
Além das consequências do atropelamento, Lokinho enfrenta acusações graves no processo da Operação Jogo Sujo II, que investiga crimes financeiros e contravenções em jogos de azar.
Enquanto a Justiça avalia o novo pedido de prisão, o caso reacende debates sobre privilégios, impunidade e o papel das redes sociais em moldar a percepção de figuras públicas como Lokinho. A sociedade aguarda respostas claras e a aplicação das devidas punições.
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