
Bashar al-Assad e sua família buscaram refúgio na Rússia após a queda de seu regime diante de uma ofensiva relâmpago liderada pela coalizão rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS), apoiada pela Turquia. Assad, que governava a Síria há mais de duas décadas, enfrentou o colapso de seu poder quando perdeu o apoio de seu principal aliado, a a própria Rússia.
Assad optou pela Rússia devido ao apoio histórico de Moscou ao seu regime durante a guerra civil síria. Apesar de ter sido um dos pilares que sustentaram Assad no poder, a Rússia preferiu garantir sua influência na região por meio de negociações com os rebeldes do HTS. O asilo oferecido foi uma estratégia para proteger Assad e evitar um possível linchamento ou execução, preservando ao mesmo tempo sua posição diplomática.
A decisão russa de não defender Assad até o fim foi estratégica:
A oposição rebelde, agora liderada por Abu Mohammad al-Jawlani, garantiu a integridade das bases russas, incluindo a estratégica Base Naval de Tartus e a Base Aérea de Hmeymim. Isso sugere que Moscou continuará a exercer influência militar e diplomática na região, mesmo sob um novo governo sírio.
O Hayat Tahrir al-Sham (HTS), liderado por Abu Mohammad al-Jawlani, é o principal grupo à frente da coalizão rebelde. Inicialmente associado à Al-Qaeda, o HTS passou por um processo de rebranding político (processo estratégico em que partidos, líderes, movimentos ou governos reformulam sua imagem, identidade, discurso ou abordagem para se adaptarem a novas circunstâncias, conquistar maior aceitação ou recuperar a confiança do público) e agora busca reconhecimento como liderança legítima da Síria.
A queda de Assad provoca uma série de mudanças na balança de poder regional:
A reconstrução da Síria será um desafio, e a estabilidade dependerá de como a nova coalizão governante administrará o país, dividido por interesses internos e externos. A Rússia, apesar da retirada de Assad, continua a ser um jogador importante nesse tabuleiro complexo.
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