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Rebeldes sírios tomam mais cidades e desafiam regime de Assad

Avanço estratégico bloqueia conexão de Damasco com a costa e enfraquece bases aliadas do governo na Síria

07/12/2024 às 12h01 Atualizada em 07/12/2024 às 12h14
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Grupos rebeldes sírios afirmaram neste sábado (7) terem tomado a cidade de Daraa, no sul do país, após um acordo com o exército para uma retirada ordenada das tropas. A conquista foi anunciada por fontes próximas ao grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antigo braço da Al-Qaeda, que também declarou ter feito apelos para que altos funcionários do governo Bashar al-Assad desertassem e que o exército sírio se reposicionasse fora de Homs e Damasco.

Na sexta-feira (6), os rebeldes informaram ter capturado a cidade central de Homs, considerada estratégica para enfraquecer o governo de Assad. “Nossas forças libertaram a última vila nos arredores de Homs e agora estão em seus muros”, comunicou o grupo por meio do aplicativo Telegram. A Reuters, porém, não conseguiu verificar as alegações de forma independente. A captura de Homs compromete a conexão de Damasco com a costa, onde estão localizadas bases russas de apoio ao regime.

Outro golpe contra Assad ocorreu com a queda de Deir el-Zor, no leste do país, tomada por uma aliança de combatentes curdos sírios apoiados pelos Estados Unidos. Segundo fontes locais, essa é a terceira grande cidade, depois de Aleppo e Hama, a sair do controle do governo em uma semana, intensificando a pressão sobre o regime.

O conflito na Síria: de revolta à guerra civil

A guerra civil na Síria começou em 2011, durante a Primavera Árabe, quando o governo de Assad reprimiu com violência protestos pró-democracia. O conflito escalou com a formação do Exército Sírio Livre e a entrada do grupo terrorista Estado Islâmico, que chegou a controlar 70% do território do país. Ao longo da guerra, potências regionais e mundiais, como Estados Unidos, Rússia, Irã e Arábia Saudita, se envolveram no conflito, transformando-o em uma batalha de interesses internacionais.

Apesar de um cessar-fogo assinado em 2020, a guerra continua a gerar impactos devastadores. Mais de 300 mil civis foram mortos e milhões de pessoas foram deslocadas, segundo a ONU. O futuro do país permanece incerto, com combates isolados e as forças rebeldes buscando ampliar seus avanços contra o regime de Assad.

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