
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, declarou nesta terça-feira (3) a lei marcial de forma emergencial, alegando a necessidade de proteger a “ordem constitucional” contra atividades “antiestatais”. Durante um pronunciamento televisionado, Yoon acusou o principal partido de oposição, o Partido Democrático (DP), de ser composto por “forças pró-Coreia do Norte”.
A decisão ocorreu após o DP, que detém a maioria na Assembleia Nacional, aprovar medidas controversas, incluindo cortes no orçamento para 2025 e moções para destituir o procurador-geral e o chefe do Conselho de Auditoria e Inspeção. Essas ações foram realizadas sem o apoio do governista Partido do Poder Popular (PPP), agravando as tensões políticas no país.
Com a lei marcial, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Park An-su, foi nomeado comandante e anunciou a suspensão das atividades da Assembleia Nacional e dos partidos políticos. Tropas militares foram enviadas ao complexo do parlamento, onde manifestações contrárias às medidas emergenciais já começaram a ocorrer, informou a agência Yonhap.
O ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, convocou uma reunião de emergência com os principais comandantes militares e ordenou um monitoramento rigoroso do Exército. O objetivo é garantir a implementação das medidas decretadas pelo governo, segundo comunicado do Estado-Maior Conjunto.
Imagens transmitidas por redes de televisão mostram policiais bloqueando os acessos à Assembleia Nacional, enquanto protestos populares começam a se formar nos arredores. A crise política na Coreia do Sul ganha novos contornos com a declaração de lei marcial, levantando preocupações sobre o futuro da democracia no país.
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