
O brutal assassinato do empresário Petrônio Nunes Lima, dono da casa lotérica “Jogos do Pepé”, ocorrido em 13 de março de 2024, chocou Teresina. O crime, marcado pela frieza dos envolvidos, foi um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido na própria empresa da vítima, diante de seu filho. Oito meses após o ocorrido, a Justiça condenou os três réus responsáveis pelo crime a penas que, somadas, ultrapassam 90 anos de prisão.
Segundo os autos do processo, Gleison Ferreira Silva entrou na lotérica com a intenção inicial de realizar uma aposta. No entanto, ao perceber que a porta de acesso à área restrita estava aberta, decidiu invadir o local para roubar. Durante a ação, o empresário Petrônio e seu filho tentaram impedir o assalto, mas Gleison reagiu com violência, disparando contra o peito de Petrônio.
Após o disparo, o criminoso fugiu com uma quantia de R$ 1.250,00. Apesar do esforço do filho da vítima, que o socorreu e o levou ao Hospital Prontomed, Petrônio não resistiu ao ferimento e faleceu.
Gleison Ferreira Silva: Responsável por realizar o roubo e efetuar o disparo fatal contra o empresário. Durante o interrogatório, confessou o crime, alegando que tomou a decisão de roubar ao perceber a oportunidade.
Isac da Silva Nascimento: Atuou como cúmplice, dando suporte à fuga. Ele permaneceu nas imediações da lotérica em um veículo Renault Sandero preto, aguardando para auxiliar Gleison.
Jaciara Pires Rodrigues: Forneceu a arma usada no crime, sendo considerada peça-chave na execução do latrocínio.
A juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 4ª Vara Criminal de Teresina, sentenciou os réus com as seguintes penas:
As penas deverão ser cumpridas em regime inicialmente fechado.
A morte de Petrônio Nunes, conhecido pela comunidade local, gerou comoção em Teresina, especialmente pela crueldade do ato e por ter sido presenciado por seu filho. O julgamento e a condenação dos envolvidos representam um passo importante na busca por justiça, além de um alerta para o enfrentamento à violência urbana.
Com as condenações, a Justiça busca não apenas punir os responsáveis, mas também transmitir um sinal de que crimes dessa natureza não ficarão impunes.
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