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Governo Milei suspende aposentadoria vitalícia de Cristina Kirchner

Decisão ocorre após confirmação de condenação por fraude; ex-presidente reage com duras críticas ao atual chefe de Estado

15/11/2024 às 09h09
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O governo de Javier Milei na Argentina anunciou a suspensão da aposentadoria vitalícia da ex-presidente Cristina Kirchner, após a confirmação de sua condenação por fraude. A medida abrange tanto a aposentadoria pessoal de Kirchner quanto a pensão decorrente do ex-presidente Néstor Kirchner, que governou entre 2003 e 2007. Segundo o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, a decisão trará uma economia mensal de cerca de 21 milhões de pesos (aproximadamente R$ 121 mil na cotação oficial) para o país. A suspensão gerou reações imediatas, destacando-se a crítica pública de Kirchner, que chamou Milei de “ditadorzinho”.

Em nota oficial, o governo justificou que o benefício de Kirchner era uma “graça concedida em reconhecimento ao mérito e à honra” e que sua condenação por “administração fraudulenta” a tornava “indigna” de recebê-lo. Na quarta-feira, a Câmara Federal de Cassação Penal confirmou uma sentença de seis anos de prisão e inabilitação política para Kirchner, por fraude administrativa. A ex-presidente, que também ocupou o cargo de vice-presidente entre 2019 e 2023, ainda pode recorrer à Suprema Corte. Mesmo que a condenação se torne definitiva, devido à idade de 71 anos, Kirchner não deverá cumprir pena em regime prisional.

Em resposta, Cristina Kirchner fez uma publicação na rede social X, criticando o presidente Milei por, segundo ela, estar “dando ordens ilegais aos funcionários”. A ex-presidente destacou que as pensões dos ex-presidentes não estão vinculadas ao desempenho no cargo, mas ao fato de terem sido eleitos pelo voto popular. Kirchner, que também lidera o Partido Justicialista, principal força de oposição, classificou a decisão como um ataque pessoal e político.

Kirchner ainda comparou sua situação à da viúva do ex-presidente Fernando De la Rúa, que também recebe a mesma pensão, mesmo após a renúncia de De la Rúa em meio à crise de 2001. Para a ex-presidente, o critério utilizado pelo governo Milei é injusto e seletivo, representando, em sua visão, um desrespeito à trajetória de líderes eleitos democraticamente.

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Rosa de sousa limaHá 2 anos CodóMelhor do q milei só outro.O Brasil vive de pagar pensão vitalícia pra BANDIDO
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