Segunda, 29 de Junho de 2026
23°

Parcialmente nublado

Teresina, PI

Internacional VENEZUELA

Maduro promove boicote ao WhatsApp: “Estão ameaçando a família militar venezuelana”

Ele incentivou seus seguidores a abandonarem voluntariamente o aplicativo, assim como as redes sociais Facebook e Instagram, ambas pertencentes à empresa americana Meta.

05/08/2024 às 21h26 Atualizada em 05/08/2024 às 22h31
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (05), o ditador (esquerdista) venezuelano, Nicolás Maduro, instigou seus apoiadores a boicotarem o aplicativo de mensagens WhatsApp, alegando que militares, policiais e líderes comunitários que o apoiam estão enfrentando ameaças através desta plataforma.

Durante uma manifestação de simpatizantes do chavismo, Maduro anunciou sua decisão de cortar relações com o WhatsApp, afirmando que ele será removido de seu telefone permanentemente. Ele promoveu a migração para outras plataformas, como Telegram e WeChat, como alternativas.

Maduro argumentou que o WhatsApp está sendo utilizado para ameaçar a "família militar venezuelana", policiais, líderes comunitários e membros da sociedade civil que apoiam seu governo. Ele incentivou seus seguidores a abandonarem voluntariamente o aplicativo, assim como as redes sociais Facebook e Instagram, ambas pertencentes à empresa americana Meta.

O presidente também acusou o Instagram de promover o ódio e a divisão entre os venezuelanos, acusando a plataforma de contribuir para um clima de confronto e instabilidade no país. Maduro solicitou recomendações aos seus funcionários de segurança sobre a regulamentação do uso das redes sociais, onde têm sido divulgadas imagens e vídeos dos protestos contra sua reeleição, além de denúncias sobre operações policiais controversas que resultaram em milhares de detenções.

Maduro foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 28 de julho pelo Conselho Nacional Eleitoral, com 52% dos votos, enquanto seu principal adversário, o opositor Edmundo González Urrutia, alega fraude e exige a publicação de todas as atas eleitorais. A autoridade eleitoral não divulgou detalhes completos dos resultados, citando um suposto ataque hacker ao sistema eleitoral e gerando mais desconfiança quanto a lisura do processo eleitoral.

A disseminação de "mensagens de ódio" nas redes sociais é considerada um crime grave na Venezuela, passível de penas severas que podem chegar a 20 anos de prisão, de acordo com uma legislação aprovada em 2017.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários